Política
As mudan�as n�o agradaram a alguns
Visivelmente abatido e ladeado por oficiais de sua confiança, o coronel Marcus Pinheiro comunicou, em coletiva à imprensa, ontem à tarde, que não é mais o comandante-geral da Polícia Militar. A exoneração dele vai ser publicada na edição do Diário Oficial do Estado de segunda-feira. Em entrevista à imprensa, ele defendeu a autonomia da corporação para o combate à violência, lamentando a ingerência política, e disse ter certeza que ?alguém? pediu a exoneração. Mesmo sem terem sido retirados dos cargos oficialmente, o atual subcomandante da PM, coronel Luiz Carlos Ferreira, e o recém-empossado comandante do Policiamento da Capital, coronel Ivon Berto, anunciaram, durante a entrevista, que estavam se afastando também, em respeito ao colega de farda e por entenderem que a função indicada pertence ao governo e ao novo comandante. A assessoria de imprensa da corporação informou que a solenidade de troca de comando deve acontecer no início da próxima semana, na Academia de Polícia Militar, no Trapiche da Barra. ?Tomei decisões importantes pensando sempre na valorização e na oxigenação da tropa. Para isso, algumas mudanças julguei necessárias de fazer e isso não agradou a algumas pessoas. Deixo claro que remanejamentos de comando são atribuições exclusivas do comandante-geral. O governador somente nomeia e exonera o comandante-geral e o subcomandante-geral. O comandante-geral tem o dever de estabelecer políticas de valorização da tropa, e foi isso que eu fiz?, ressaltou Pinheiro.