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Novos policiais acusam governo de descaso

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Agentes e escrivães da Polícia Civil de Alagoas nomeados após o último concurso público emitiram, ontem, uma nota de repúdio contra a falta de condições de trabalho e o descaso do Estado com a preparação dos novatos para irem às ruas. Os novos policiais denunciam que não tiveram o treinamento adequado para conduzir viaturas e apontam esse fato como uma das causas do acidente que vitimou o policial Dael Rebelo, 49 anos, na noite do último dia 8. Dael morreu após perder o controle da viatura que dirigia, durante perseguição a um suspeito na BR-101, próximo a São Miguel dos Campos. ?A morte do policial civil e amigo Dael Rebelo não se deu apenas por motivos de não existir a preparação adequada com o Curso Prático de Motorista de Viaturas de Emergência (CPME) exigido por lei infraconstitucional, se deu por diversos motivos os quais serviram para chamarmos a atenção do público em geral?, diz a carta. Acusando o Estado de estar sendo omisso em relação ao caso, os agentes ? que não quiseram se identificar individualmente na nota ? também afirmam que os membros da Polícia Judiciária não têm estrutura e equipamentos adequados, nem recebem os devidos treinamentos para manusear armas e atirar corretamente, por exemplo. ?Não temos armamento adequado [...], não há investimento em cursos de capacitação prática em técnicas de abordagem, técnicas de tiro defensivo, entrada tática etc. Seria constrangedor elencar todos os itens que nos faltam para executar o trabalho digno de um agente de segurança pública?, denuncia o texto. O grupo recém-empossado ainda diz que menos de 30% dos cerca de 320 agentes e escrivães que fizeram o Curso de Formação Policial, com duração de dois meses, têm Equipamentos de Proteção Individual (EPI) essenciais como coletes à prova de balas, armas de fogo e armas secundárias como bastão, taser e spray de pimenta. As críticas se estendem à falta de estrutura física e de maquinário nas delegacias, de viaturas adequadas e de mais cursos de trânsito.

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