Política
Censura de Vilela durante transi��o de governo preocupa lideran�as
O projeto de lei enviado à Assembleia Legislativa Estadual (ALE) pelo governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) coloca sob responsabilidade da Lei de Transição a necessidade de censurar à sociedade os dados dos oito anos da conturbada gestão tucana. Os números serão repassados à equipe do futuro governador Renan Filho (PMDB). Lideranças políticas já reagiram ao projeto e parlamentares da ALE cobram modificação para permitir que a matéria tramite na Casa. Pelo texto do projeto lei, os integrantes da comissão terão de manter sigilo absoluto ao ter acesso às informações das Secretarias de Estado, dados de servidores públicos e alguns contratos milionários que já foram e são questionados pelo Ministério Público Estadual (MPE). O ex-governador e deputado federal eleito, Ronaldo Lessa (PDT), classifica a mensagem do Poder Executivo como ?censura?. ?Com essa medida, Vilela quer esconder tudo o que o povo alagoano já sabe e lamenta; ele destruiu nosso estado. Nas áreas da segurança pública, educação e saúde, sabemos dos péssimos dados que cercam a gestão do PSDB em Alagoas. Uma atitude antidemocrática que vai de encontro ao discurso republicano que ele adota. A máscara dele vai cair e o povo vai conhecer de perto todas as verdades, brevemente?, criticou Lessa. ?NÚMEROS FALSOS? O ex-governador lamentou ainda o fato de que, apesar de o então governador Luís Abílio ter aberto as portas do Poder Executivo para a equipe de transição de Vilela, o governador usou ?números falsos para pousar de vítima diante da sociedade??. As recorrentes lamentações tucanas lembradas por Lessa resultaram no rompimento das relações política de ambos. ?Não há o mínimo de sentido em censurar as informações do governo do Estado. O que não pode ser repetido é a postura que Vilela teve. Apontar o passivo da nossa gestão e esconder os ativos. Entregamos uma Alagoas diferente da que ele vai passar a Renan Filho. Certamente, a verdade de todos os fatos vão surgir aos longos dos próximos meses?, reforçou o ex-governador.