Política
Luto por Eduardo Campos atrapalhou plano petista
A avaliação dos correligionários sobre a campanha é, no geral, bastante positiva, porém ambos revelaram insatisfação com algum aspecto da batalha travada desde julho. Para Joaquim Brito, foi um erro esperar que passasse o luto pela morte do então candidato Eduardo Campos (PSB) para só então tocar a campanha nas ruas. ?Acho que demoramos a colocar a campanha na rua em todo o Brasil. Quando houve a morte do Eduardo Campos, inicialmente a campanha foi suspensa até o sepultamento, que aconteceu quatro dias após o acidente aéreo. Depois, decidiu-se esperar passar a missa de 7º dia. Então, isso foi dando espaço para o crescimento da Marina, para que ela pudesse crescer em cima do defunto. Esse vacilo no ?time?, no tempo da campanha, foi um erro?, avalia o petista. Brito acredita que mostrar as realizações da gestão do PT ? principalmente entre os eleitores socialmente assistidos pelo governo federal ? foi uma tática acertada. ?As melhorias que o Brasil vem experimentando desde 2003 terão que avançar, e com a Dilma o que está bom continua e o que não está vai melhorar. Com Aécio não. Ele vai acabar com o que está bom e piorar o que está ruim?, opina. ?Trabalhamos em nível de debate, mostrando as muitas realizações do governo, e fomos às áreas mais alcançadas pelos programas sociais, onde há uma receptividade muito boa?.