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Passada a elei��o, Non� diz que o DEM “precisa se reciclar”

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O vice-governador José Thomaz Nonô, dirigente estadual do DEM e coordenador da campanha de Aécio Neves à Presidência para a região Nordeste, considera que, somente após o início da próxima Legislatura no Congresso é que se tornarão mais efetivas as discussões em torno dos destinos da legenda, perspectivas e planos, tanto no âmbito nacional quanto em cada Estado. Ele só adianta uma coisa: que o partido tem de se reciclar. ?Mesmo tendo passada a eleição, tendo saído o resultado e se consolidado o quadro em todas as esferas de governo, considero que ainda não é o momento oportuno para tratarmos dessas questões, para termos essas reflexões?, avalia. Como aliado político e coordenador da campanha tucana na região, ele não poupa críticas ao uso do programa Bolsa Família - que ele faz questão de denominar de ?a bolsa?-, tanto como elemento de aquisição de votos, quanto como arma de campanha. Ele se refere à disseminação da ideia de que, se chegassem ao Planalto, os tucanos acabariam com o benefício, estratégia usada justamente por adversários dos petistas em outros pleitos. ?Foi uma infâmia?, dispara. Sobre o desempenho tucano, que associa a essa conjuntura, diz que era absolutamente esperada. ?Cumpriu-se o vaticínio. Apenas isso. Quando me chamaram, eu disse: ?olha, no Nordeste, a proposta não é ver; é perder de pouco?. Sempre disse que esse era nosso objetivo?, relata. Para ele, a eleição presidencial se polarizou. Mas não em relação a candidatos, correntes ideológicas ou de segmentos de classe. ?Era a eleição ?da bolsa? contra os que foram tachados de ser ?contra a bolsa?. O estado, enquanto poder público, não cumpre com suas obrigações formais e compensa desse jeito. E você pode ver que, nos estados brasileiros que tinham condições de fazer uma escolha, no ?país? onde era possível questionar o governo, o Aécio venceu. No ?país? que dependia da bolsa, foi o contrário?, diz.

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