Política
Reelei��o de Dilma pode tirar Alagoas do atraso
As conjunturas políticas do Estado e também do governo federal são favoráveis a Alagoas como não foram durante os dois governos anteriores. Pela primeira vez em oito anos, as duas esferas de administração encontram-se na condição de aliados, com a reeleição da presidente Dilma Rousseff, do PT, no plano federal e a eleição de Renan Filho, do PMDB, para o governo local. A equipe do governador eleito começa a trabalhar amanhã na transição: a parte do grupo de trabalho de Renan Filho, juntamente com a equipe do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), vai tocar os aspectos legais, administrativos e políticos para algo que o servidor público e o alagoano em geral chamam de ?arrumar a casa?. ?Será um ganho muito significativo para Alagoas. Se com o governo estadual sendo de um partido de oposição, como foi durante o governo Teotonio Vilela Filho [PSDB], o governo federal teve uma excelente relação com Alagoas, enviou recursos, não deixou de dar ajuda; imaginemos agora, quando terá um governo aliado seu?, diz o vice-presidente do diretório regional do PT em Alagoas, deputado Ronaldo Medeiros. A cientista política Luciana Santana endossa e observa um aspecto ainda mais pertinente para reforçar o raciocínio: foi a primeira vez, desde a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência da República que o Partido dos Trabalhadores venceu a eleição para esse cargo em Maceió. ?A expectativa, lógico, é de que, agora, Alagoas possa ser mais beneficiada?, diz, acrescentando outros fatores que reforçam que, enfim, a maré será bem mais favorável para Alagoas. ?Existe a aliança formal entre o PT e o PMDB, que são aliados. Mas existe ainda a relação do governador eleito, Renan Filho, com o presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros, seu pai. Existe a influência do senador, tanto no Congresso, quanto no governo federal. Essa aliança inclui o senador reeleito Fernando Collor, que também se fortalece sendo aliado do governo estadual?, diz.