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Albuquerque: “2002 foi um ano positivo”

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O presidente da Assembléia Legislativa Estadual, deputado Antônio Albuquerque (PTB), fez um balanço positivo de sua gestão frente à Casa Tavares Bastos. Afirmou que termina o ano de forma satisfatória, com a certeza de que pôde contribuir para equacionar questões graves no Estado. ?Chegamos a aprovar matérias importantes para o desenvolvimento de Alagoas, a fim de que o Executivo possa trabalhar para atender a demanda da sociedade. Fico satisfeito também porque nos últimos dois anos pude pagar três 13o salários aos servidores da Casa. E isso até me custou uma briga com o governador Ronaldo Lessa. Porém, não deixei de defender os interesses da categoria?, declarou. Apesar da satisfação com o que afirmou ter realizado durante sua gestão, ele lamentou o fato de não haver um reconhecimento por parte dos poderes Executivo e Judiciário às ações do Legislativo. ?Gostaria de ver os demais poderes reconhecendo o papel preponderante da ALE, na construção de uma sociedade melhor. Não é possível que nenhum poder constituído no Estado, inclusive o Ministério Público e o Tribunal de Contas, consiga desempenhar suas atividades com sucesso sem a participação decisiva do Legislativo?, disse. Presença Para Albuquerque, o regime democrático de direito em que vive a sociedade brasileira requer a participação do Poder Legislativo. ?A presença do Parlamento no regime democrático tem sido muito importante para as conquistas nos diversos segmentos da sociedade?, destacou o presidente da ALE. Ele revelou que se sente entristecido quando vê, por exemplo, o governador Ronaldo Lessa ou mesmo o presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, Fernando Tourinho, realizarem discursos sem ao menos lembrar dos parlamentares. ?Infelizmente não vivenciamos esse reconhecimento?, criticou. Ele lembrou ainda que o Legislativo não teve, nos últimos seis anos, um centavo sequer de aumento no seu duodécimo. ?Só agora, para o exercício 2003, é que o novo presidente deverá ter um pequeno acréscimo no duodécimo. Eu, nas duas oportunidades em que presidi a Casa, não tive um centavo sequer que pudesse utilizar para a melhoria física do prédio da ALE. Na minha gestão, pude apenas construir o gabinete da presidência, porque quando assumi não tinha um gabinete para que pudesse receber as pessoas ou realizar as reuniões?, finalizou.

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