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Lessa assume sem oposi��o no Legislativo

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ARNALDO FERREIRA E MARCOS RODRIGUES Depois de assumir o segundo mandato de governador, ontem, na Assembléia Legislativa, o engenheiro Ronaldo Lessa (PSB) reconheceu que Alagoas ainda é um dos Estados mais pobres do Brasil. Não escondeu os piores índices de mortalidade infantil, analfabetismo e do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Justificou, porém, que no primeiro mandato a tarefa foi organizar a máquina administrativa que estava ?destroçada? pelas administrações anteriores. Desta vez, Lessa não apontou culpados: ?Nos últimos quatro anos organizamos a máquina administrativa, contratamos, através de concurso público, mais de 11 mil servidores e combatemos a exclusão social. Mesmo assim, ainda temos os piores indicadores sociais e o pior IDH do país?, admitiu. Ao contrário da primeira posse, a de ontem não houve show e nem festa para a população. O show com os cantores Reginaldo Rossi e Roberta Miranda vai acontecer no dia 18, prometem assessores do governador. A solenidade de posse de Lessa e do vice Luiz Abílio de Souza Neto (PSB) aconteceu no plenário da Assembléia Legislativa, por volta das 16h30, para 200 seletos convidados dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. De improviso, o governador fez um discurso onde prestou contas do governo anterior, garantiu que a nova administração está renovada e será voltada para o desenvolvimento econômico e o combate à exclusão social. Governo de coalizão No campo político, Ronaldo Lessa começa numa situação bem melhor que há quatro anos e copia o governo Lula: conseguiu construir um governo de coalizão. Na sua base de apoio de hoje, ex-adversário, como o senador Renan Calheiros (PMDB), que passou quatro anos fazendo-lhe críticas e agora ganhou duas secretarias e ainda pode obter mais espaços no segundo e terceiro escalões. Também está na base política o PSDB do senador Teotônio Vilela Filho, com uma secretaria e outros cargos. As novidades ficaram por conta dos partidos de esquerda: PDT, PPS e PCdoB, que esqueceram as divergências políticas. Em troca, ganharam espaço político e secretarias. O secretário de Articulação Política do governo, Wellison Miranda, revelou que só existem dois partidos na oposição: o PFL o PRTB. ?O PPB, do deputado Augusto Farias não se manifestou sobre o governo Ronaldo Lessa. Por isso, não sabemos a posição do partido?. Quanto à situação do Partido dos Trabalhadores (PT), ainda é dúvida. O partido ficaria com a Secretaria de Emprego e Renda, mas a pasta foi dada anteontem ao PDT do ex-vice-governador Geraldo Sampaio. O presidente do PT, deputado reeleito Paulo Fernando dos Santos, Paulão, disse que o partido decide no dia 19 se fica ou não na equipe administrativa ou na base política. Se ficar na base administrativa o partido vai querer uma pasta de visibilidade, revelou outra liderança petista, Joaquim Brito, primeiro suplente de deputado federal. Lessa tem ainda o apoio da maioria dos petebistas, donos da maior bancada na Assembléia Legislativa com oito deputados. O presidente do partido, deputado Antônio Albuquerque, durante a campanha, foi oposição à reeleição de Lessa, tem repetido que não estará na bancada de oposição. ?Estarei na bancada do meu Estado, da independência e ao lado dos que me deram a maior votação de deputado estadual?, assegurou Albuquerque. Posse de secretários O governador hoje empossa os 10 primeiros secretários estaduais, fará mudanças no Detran, que está nas mãos de José Brandão Vieira Júnior, e na Secretaria de Educação, do vereador licenciado Marcos Vieira. A pasta deve ficar com o PL e PSB. Entre os 27 deputados não há nenhum que assuma abertamente ser da bancada de oposição. O novo líder do governo, o deputado Sérgio Toledo (PSB), adiantou que 20 parlamentares são da bancada de Lessa e sete são independentes. ?Os independentes não vão dificultar o segundo governo Lessa?, afirmou. Também ontem, às 18 horas, tomou posse o novo procurador-geral de Justiça, Dilmar Camerino. Ele volta a comandar o Ministério Público depois de quatro anos. O objetivo agora é estimular a instituição a funcionar como mediadora dos interesses da cidadania: ?A Procuradoria acionará a Lei para o Estado aplicar os mecanismos necessários para combater a mortalidade infantil, o analfabetismo, a exclusão social e exigir que o Estado cumpra ao pé da letra o Estatuto da Criança e do Adolescente. Além disso, a instituição vai cumprir o seu dever constitucional de ser fiscal da lei e sem descuidar do combate à improbidade administrativa?, prometeu Dilmar.

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