Política
Palestra abre programa��o
O professor de Antropologia Kabengele Munanga, da Universidade Estadual de São Paulo (USP), ratificou a importância do Dia da Consciência Negra, celebrado na próxima quinta-feira, mas reafirmou que o 13 de Maio, data da abolição da escravatura, não se transformou em ganhos reais para a população negra. ?A discriminação racial, que substituiu o sistema escravista, continuou a manter os negros em condições de inferioridade e de desigualdade?, analisou o professor, após a palestra ?O desafio do ensino da diversidade na prática docente?, proferida a alunos e professores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), ontem. O pesquisador avalia ainda que o 13 de Maio, sob a ótica do movimento negro, sempre fez muita apologia aos abolicionistas, privando do devido reconhecimento os negros que lutaram pela liberdade. ?Eles, os negros que também lutaram [pelo fim da escravidão] não foram reconhecidos como heróis?, pontuou. Nascido no Zaire, atual República Democrática do Congo, em 1942, e autor de estudos sobre racismo, identidade negra, África e Brasil, Kabengele Munanga também reforça a relevância do 20 de Novembro como data de conscientização, de sensibilização coletiva sobre os problemas do negro na sociedade.