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Combate � fome e impunidade s�o prioridades do novo governo

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Brasília - Combate à fome, corrupção e impunidade foram as ?palavras de ordem? nos discursos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tomou posse ontem e se tornou o 39º chefe de Estado brasileiro. Lula fez dois discursos: um, após ser empossado no Congresso. Outro, no parlatório em frente ao Palácio do Planalto, para um público de 150 mil pessoas. Lula, 57, recebeu a faixa presidencial das mãos do presidente Fernando Henrique Cardoso, no parlatório. No Congresso, discursou por 42 minutos e reafirmou compromissos com as questões sociais, mas criticou o modelo adotado pelo governo tucano. Lula iniciou o discurso com a palavra ?mudança?. Segundo o petista, a palavra-chave de sua gestão. Para ele, a sua eleição e a de seu vice, José de Alencar (PL), expressam a vontade de mudança da sociedade brasileira. ? A esperança finalmente venceu o medo e a sociedade decidiu que estava na hora de trilhar novos caminhos?, afirmou. Após criticar o modelo adotado por FHC, ele comprometeu-se a aprovar as reformas Previdenciária, Tributária, Trabalhista, Política e Agrária. ?Diante do esgotamento de um modelo que produziu estagnação, desemprego e fome e fracasso da cultura do individualismo (...) a sociedade brasileira escolheu mudar e começou ela mesma a promover a mudança necessária?, disse. O presidente disse que mudanças que pretende fazer no país serão ?continuadas?, sem ?atropelos? ou ?atos voluntaristas?. Paciência Lula pediu paciência e perseverança à população e afirmou que será preciso ?manter sob controles as ansiedades sociais?, para que elas sejam atingidas no prazo justo. Ele convocou um mutirão cívico contra a fome. ?O Brasil proclamou a independência e a abolição da escravatura, mas não acabou com a fome (...) industrializou-se e adquiriu um moderno parque industrial, mas não venceu a fome. Isso não pode continuar assim. Enquanto houver um irmão brasileira ou uma irmã brasileira passado fome teremos motivo de sobra para nos cobrir de vergonha.? O presidente frisou no discurso que o combate à corrupção, à impunidade e à cultura da impunidade serão prioridades em seu governo. ?Vamos combater a corrupção e enfrentar com determinação a cultura da impunidade que prevalece em certos setores?, disse. Inflação Lula ressaltou compromissos no combate à inflação. Segundo ele, isso não vai impedir o país de crescer, mas o crescimento deverá observar a responsabilidade fiscal e a defesa da moeda nacional. Política externa Luiz Inácio Lula da Silva disse que pretende reafirmar em seu governo a soberania brasileira e mostrar ao mundo ?a que o Brasil foi criado?. ?Essa nação que se criou sobre o céu tropical tem que dizer a que veio afirmando a sua presença soberana e criativa no mundo?, disse. Numa menção indireta aos Estados Unidos - representado por uma espécie de desafeto de Lula, Robert Zoellick - o presidente disse acreditar que não deve haver hegemonia de nenhum país no cenário internacional. Violência A violência também foi tema do discurso de Lula que associou o problema à diminuição das diferenças entre as classes sociais. ?Inicio este mandato com a firme decisão de colocar o governo federal unido com os governos estaduais em uma política determinada pela nossa segurança pública.? O presidente afirmou que pretende reprimir violência e reduzir a criminalidade nas cidades. ?Se conseguirmos andar em paz nas ruas e casas, daremos extraordinário impulso de construir convívio respeitoso com as diferenças.?

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