Política
Policiais querem entrosamento
As críticas do governador eleito Renan Filho (PMDB) à falta de diálogo e de articulação entre as polícias Civil e Militar, que estamparam a manchete da edição de ontem da Gazeta, repercutiram positivamente entre os representantes das duas categorias. A escassez de condições de trabalho, revelam as lideranças policiais, estaria até obrigando os agentes a extrapolarem suas atribuições constitucionais. ?Falta sintonia na parte operacional e na troca de informações. A Polícia Militar está prendendo e investigando, enquanto há policiais civis atuando no patrulhamento, veja o exemplo da Oplit [Operação Policial Integrada Litorânea], em que na viatura tem um PM, um policial civil e um guarda municipal?, denuncia o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Alagoas (Sindpol/AL), Josimar Melo. ?O papel constitucional da Polícia Militar é no policiamento ostensivo, enquanto a Polícia Civil cuida das investigações?, explica. Josimar lembra que, pouco antes das eleições, PM, PC, Guarda Municipal e Polícia Federal (PF) entregaram aos candidatos um documento com orientações para a área de segurança pública. ?Gostaríamos que fosse cumprido, independentemente de quem seja o novo secretário?, destacou. A integração no trabalho policial é necessária e já apresenta resultados positivos no combate à criminalidade em países que adotaram esse modelo, defende o sargento PM Teobaldo de Almeida, presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos Militares de Alagoas (Assmal). Conforme o militar, é preciso harmonizar a atuação das polícias.