Política
PSDB vive desafio de se reerguer rumo a 2016
Mesmo que internamente nem todos reconheçam oficialmente, o PSDB em Alagoas saiu das eleições deste ano enfraquecido, rachado internamente e com muitas arestas para aparar com partidos aliados que se afastaram. O desencanto de lideranças fortes com as decisões tomadas durante a campanha, o resultado pífio nas urnas do candidato impelido a entrar na disputa após a desistência do nome escolhido pelo governador e a inexistência de um palanque forte para Aécio Neves fragilizaram o partido. Por outro lado, o resultado nas urnas das proporcionais foi positivo e esboça um desenho diferente do PSDB em Alagoas, que tem o seu futuro nas mãos de uma nova geração de tucanos. O prefeito de Maceió, Rui Palmeira, e os recém-eleitos Pedro Vilela, que assume uma vaga na Câmara Federal, Rodrigo Cunha, Bruno Toledo, Gilvan Barros Filho e Edival Gaia Filho, na Assembleia Legislativa, têm a tarefa de unificar o partido internamente numa situação de oposição ao governo e de recompor a força da sigla para as eleições de 2016. Com o fim da gestão do governador Teotonio Vilela Filho, o prefeito da capital, Rui Palmeira, desponta como uma das lideranças fortes nesse trabalho de reconstrução e redefinição dos rumos do partido em Alagoas. Com a missão de tentar a reeleição pela frente, ele classifica o processo eleitoral deste ano como ?traumático? por causa do rompimento de Vilela com os aliados e afirma que o momento agora é de repensar o partido. ?A forma unilateral como o Eduardo Tavares foi escolhido, sem consultar a executiva ou os prefeitos do partido foi traumática. Depois, a candidatura não saiu e a escolha do Júlio Cezar em cima da hora, numa candidatura que não era competitiva, enfraqueceram o partido. Agora, é o momento de sentar com a nova geração e repensar o partido para redefinir o papel do PSDB no Estado?, analisa o prefeito.