Política
Estado gasta R$ 7 mi com comissionados
Com a proximidade do final do ano, quase 3 mil trabalhadores vivem uma preocupação maior, em Alagoas, do que planejar o que fazer com o 13º salário. Um grupo expressivo de servidores do Estado convive, no último mês de gestão do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), com a expectativa da manutenção ou não de seu emprego. Hoje, há 2.748 comissionados no Poder Executivo estadual e a previsão é de que esse número diminua, caso o governador eleito Renan Filho (PMDB) se mantenha firme na decisão de enxugar a quantidade de cargos em comissão. Além das mudanças naturais que costumam acontecer na transição entre dois governadores - quando boa parte dos cargos comissionados passa a ser ocupada por pessoas ?de confiança? do novo gestor -, este ano os servidores ainda temem o anúncio, feito recentemente à imprensa por Renan Filho, de corte no quadro para fins de economia na folha de pagamento. Os mais de 2.700 cargos em comissão custam, atualmente, R$ 7,04 milhões por mês aos cofres estaduais, segundo dados da Secretaria de Estado da Gestão Pública (Segesp). O valor representa, aproximadamente, 5% da folha de pagamento do Estado. Para Renan Filho, os recursos são escassos e a redução fará com que sobre dinheiro para investimento em áreas prioritárias, de acordo com declarações feitas por ele no final de novembro. A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) pode acabar sendo outro motivo para o corte. Levantamento do jornal O Globo aponta que, no primeiro semestre desse ano, a despesa do estado com folha de pagamento ultrapassou o teto permitido pela LRF, que é de 49% da receita líquida corrente, alcançando 49,8%.