Política
Governo suspende licita��es de obras em BRs
O ministro dos Transportes, Anderson Adauto, anunciou nesse sábado que estão suspensas por tempo indeterminado todos os processos de licitação para realização de obras de recuperação, construção e duplicação de rodovias federais (BRs). Segundo ele, a decisão segue a determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que cada ministério defina as prioridades de sua área. ?Nos primeiros seis meses [de governo] devemos concentrar as ações no que consideramos prioritários, o que, no nosso caso, é a recuperação da malha viária?, disse Adauto. Segundo ele, até o final da próxima semana, deverá receber um levantamento sobre todos os processos de licitação em andamento e os que forem relativos à recuperação da malha viária serão liberados. De acordo com o ministro, a situação das rodovias brasileiras é precária em quase todos os Estados e tem representado risco de morte. Por isso, segundo ele, a recuperação das rodovias deixa de ser um problema de ordem econômica para ser uma causa social. A paralisação de todas a licitações, de acordo com o ministro, envolve cerca de R$ 5 bilhões e 60 processos. O ministro disse ainda que as obras de recuperação de estradas serão definidas por ordem de prioridade, levando-se em conta os corredores rodoviários que têm maior tráfego de veículos. Ajuda do Exército Além de suspender todos os processos de licitação para recuperação, construção e duplicação de estradas, o ministro dos Transportes, Anderson Adauto, quer encontrar caminhos para reduzir o custo das obras rodoviárias. Nessa segunda-feira, Adauto terá uma reunião com o ministro da Defesa, José Viegas, e com os comandantes da Marinha e Exército para tentar estabelecer parcerias. Segundo o ministro, o objetivo do encontro é definir qual o limite de capacidade dos batalhões de engenharia e construções do Exército e Marinha e que tipo de ajuda poderá ser dada na recuperação das estradas do país. Adauto disse que a parceria também será útil para que o Ministério dos Transportes tenha uma referência de custos. O Exército, segundo ele, poderá dar uma noção mais precisa sobre o custo para a recuperação de cada quilômetro. O ministro chegou a mencionar que o DNIT (Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transporte), antigo DNER, já foi um órgão que teve problemas no passado e é preciso saber se esses problemas foram eliminados.