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Macei�: 52% na exclus�o social

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Por uma questão de coerência e princípios, o vereador Judson Cabral (PT) justificou ter votado contra o aumento de 54% para os salários dos vereadores para a chamada verba de ?enxoval?, que representa um salários a mais destinado à compra de indumentária. ?Eu estou aqui na Câmara representando o povo de Maceió: uma população sofredora, onde 52% dos moradores vivem na exclusão social, acho não ser justo este reajuste, nem coerente?, ressaltou. Como vereador e por dispor de autonomia, ele acha que a categoria não poderia utilizar este poder em benefício próprio, majorando salários em 54%, passando a R$ 6,750. ?Não concordo, não havia essa obrigação pelo fato de os deputados federais no Congresso terem feito essa majoração: eles até podem ter as suas razões e fonte de receita, mas é uma incoerência?, afirmou. Judson Cabral lembrou que os funcionários da casa tiveram apenas 20% de aumento, percentual que ele poderia ter votado favorável se aplicado aos vereadores, pelo princípio da igualdade de direitos. O reajuste dado pelo município ao funcionalismo não passou de 15%. O outro vereador do PT, Tomás Beltrão também votou contra a verba de enxoval e o reajuste de 54%. Um projeto de lei de autoria de Judson Cabral havia suspendido a verba de enxoval, que acabou retornando numa sessão extraordinária, a última realizada em 2002. Na sua opinião, não é justo que apenas os vereadores tenham esse privilégio de dispor deste recurso de custeio para a compra de ternos e sapatos, em detrimento à maioria dos trabalhadores brasileiros. ?Sou um representante do povo e quero continuar mantendo a minha coerência?, concluiu Judson.

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