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?O sistema prisional se encontra hoje no limite do perigo. Se extrapolarmos esse limite, podemos perder totalmente o controle da situação?. A declaração preocupada do secretário de Ressocialização e Inclusão Social, coronel Carlos Luna, está longe de ser um exagero. É a constatação de que a superlotação das casas de custódia, das carceragens das delegacias e de todas as unidades do sistema prisional chegou a um nível de produzir efeitos colaterais extremos, como motins, rebeliões e fugas em massa. A preocupação é a mesma do juiz da Vara de Execuções Penais, José Braga Neto, que teme rebeliões neste fim de ano. Com os agentes penitenciários de braços cruzados neste fim de semana por causa da superlotação, o clima já fervilhando a cada chegada de novos presos e um crescimento recorde da população carcerária, Luna defende que o remédio emergencial para evitar um colapso de grandes proporções é antecipar a abertura do novo presídio masculino da capital. As obras ainda não terminaram e a previsão de entrega da unidade é 20 de janeiro, mas o secretário acredita que essa é uma das poucas opções existentes, já que hoje não há mais lugar dentro ou fora do sistema prisional onde colocar novos detentos. ?É uma preocupação muito grande, a gente está correndo muito para abreviar ao máximo a entrega dessa unidade prisional masculina, ela está prevista para dia 20 de janeiro, mas eu defendo que a gente abra imediatamente. Abrindo essa unidade hoje, poderíamos provavelmente pegar cerca de 350 presos da carceragem da Polícia Civil. Claro, que aqueles de maior periculosidade. Os de menor se aplicaria medida cautelar. Isso também minimizaria a superlotação nas unidades mais vulneráveis do sistema prisional?, propõe.

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