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Collor rebate acusa��es da revista Veja

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Depois de ter sido condenada, em abril deste ano, a indenizar o senador Fernando Collor (PTB) em R$ 1,4 milhão por ofensas morais, a revista Veja, da editora Abril, voltou a atacar o parlamentar alagoano e será alvo de nova ação na Justiça. Na sua última edição, o semanário acusa o petebista de ter recebido dinheiro de um empregado do doleiro Alberto Youssef, identificado como Rafael Ângulo Lopez. Youssef é investigado na Operação Lava-Jato, que apura desvios de recursos da Petrobras. O senador reagiu fortemente às acusações e afirmou que Veja ?persiste na difamação pessoal como único mote de sua linha política?. Ao defender-se do teor da reportagem, Fernando Collor lembra que o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da operação na primeira instância, emitiu despacho no qual esclarece que o senador por Alagoas não é objeto de investigação na Lava-Jato. Em tom irônico, o senador alagoano diz que a revista tenta associá-lo ao doleiro por inconformismo com a perda judicial que o tornou credor de uma indenização de mais de R$ 1,4 milhão, ?dos quais, diga-se, ainda me deve cerca de 300 mil?. Na nota enviada à imprensa pela sua assessoria, ele também nega conhecer qualquer um dos dois personagens envolvidos no escândalo que suga recursos da maior estatal brasileira. ?Desta feita, o gibi menciona suposto recebimento de R$ 50 mil em dinheiro das mãos de um tal de Rafael Ângulo Lopez. Como já me referi em relação a Alberto Yousseff e a Paulo Roberto Costa, afirmo que também não conheço esse cidadão e jamais mantive com ele qualquer tipo de contato ou relação?, ressalta. O senador compara a insistência da revista em associá-lo ao escândalo às técnicas de comunicação utilizadas pelo Terceiro Reich. ?Para tanto, insiste em se utilizar do velho ensinamento de Goebbels, o propagandista nazista - e inspirador-mor da revista - que afirmava que ?de tanto repetir uma mentira, ela acaba se transformando em verdade??, sustentou. Collor aponta, ainda, o que seriam inconsistências na matéria, que também mostra como prováveis beneficiários do suposto esquema a ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney (PMDB) e o tesoureiro do PT João Vaccari Neto. ?Não bastasse a repetição do manjado, dissimulado e impudente modus operandi da matéria, repete-se a denúncia desabonadora. Repete-se o nefando rabiscador travestido de jornalista. Repete-se até mesmo o valor do repasse, o que só vem a reforçar a suspeição já levantada de uma armação maldosamente preconcebida?, diz. ?No início, a reportagem insinua Maceió, mas no conteúdo cita São Paulo. Evoca um esquema de propina, mas não interliga os supostos fatos, sequer temporalmente. Assume a superficialidade da estória pela omissão comprobatória, mas adota detalhes com temperos jornalísticos na mera tentativa de passar alguma credibilidade. Tudo perda de tempo?, acrescenta. O senador Fernando Collor conclui a nota informando que irá processar a revista da editora Abril. ?Repudio a versão da matéria, absolutamente vazia e desprovida de qualquer veracidade de minha ligação com o esquema criminoso que se abateu na Petrobras. De nada adianta à Veja se unir profissionalmente a uns e outros grupelhos do crime. Antes mesmo de quitar suas dívidas pendentes, sua editora terá de engolir, em domicílio, novas tundas de ações judiciais delivery por calúnia e difamação?, diz. ?

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