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Eduardo Bonfim destaca uni�o partid�ria e diz assumir desafio

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Indicado pelo governador Ronaldo Lessa (PSB) para assumir a Secretaria de Estado da Cultura, o ex-vereador Eduardo Bonfim (PcdoB) ? que tomou posse na última quinta-feira, dia 2 ?, afirmou que no momento atual por que passa o Brasil, o reencontro das siglas é importante. Recebeu o convite de Lessa e diante do exposto resolveu aceitar o que ele chama de ?mais um desafio? em sua vida. ?É um grande desafio, mas confesso que gosto de desafios. Já enfrentei um desafio pior do que esse que foi o período da ditadura, mas sobrevivi. Por isso eu topo mais esse em minha vida?, declarou. Sobre a união dos partidos, ele explicou que se trata, realmente, de uma necessidade. ?Essa unidade entre as legendas é necessária, diante do novo quadro político do País. A discussão política em nível nacional, inclusive, é de que o campo progressista, com a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), prevaleça. É necessário que a vitória política aconteça também nos Estados, com a unidade das forças, onde se constituam governos progressistas?, declarou. Segundo Bonfim, a contribuição que pretende dar ao governo do PSB em Alagoas, à frente da Secult objetiva solidificar essa visão, fruto de uma nova circunstância política no País. ?Para um projeto vitorioso, não há sentido que não se busque a reunião dessas forças. Vou arregaçar as mangas e trabalhar pela cultura alagoana. Pretendo ser um operador da cultura no Estado e não apenas um mero secretário?, afirmou. O novo secretário garante que vai colocar a cultura em prática, buscando condições para operá-la. ?Para isso, espero contar com a ajuda do governo federal, das universidades, dos ministérios, além, é claro, dos empresários. Quero o apoio de todos. O governador Ronaldo Lessa já garantiu que dará todo o apoio necessário. Então, é só trabalhar, daqui por diante?, disse. Para ele, a cultura é um todo, ou seja, vai além da arte. ?É a identidade de um povo, a reafirmação de sua auto-estima. Ela é muito abrangente, envolve outros elementos importantes da manifestação de uma sociedade, como saúde, educação, entre outros. O meu papel é interagir todas essas áreas?, afirmou. ?Sem cultura, não há nada disso. Sem ela, o povo não se liberta. Aliás, pudemos observar que o povo já modificou a auto-estima com o voto dado ao presidente Lula, no dia 27 de outubro?, reforçou Bonfim que, inclusive, já exerceu o cargo de presidente da Fundação Cultural de Maceió, na primeira gestão da prefeita Kátia Born. Bonfim também explicou que para haver uma mudança no quadro de exclusão que existe no Brasil são necessários os apoios financeiro, político ? governo e sociedade ?, aliados à criatividade. ?A criatividade tem de estar presente para que possamos operar a cultura?, finalizou.

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