Política
Verba da sa�de atrasa e atendimento deve parar
O atraso no repasse de cerca de R$ 2,8 bilhões do Ministério da Saúde a estados e municípios em todo o país ameaça parar procedimentos hospitalares de média e alta complexidade - como cirurgias, partos e tratamentos oncológicos - nas 102 cidades alagoanas. O dinheiro do Fundo Nacional de Saúde costuma ser depositado todo dia 10, mas não há previsão de quando será creditado. Segundo a Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), a justificativa do governo federal é ?falta de orçamento?. O atraso já preocupava os prefeitos desde o início da semana e cada notícia que chegava de Brasília só agravava a apreensão. Inicialmente, o governo federal se comprometeu a pagar 70% do valor devido na última terça-feira e os 30% restantes só em janeiro. O Conselho de Secretarias Municipais de Saúde em Alagoas (COSEMS/AL) publicou uma nota manifestando repúdio à postura do ministério. Segundo a presidente do conselho, Normanda Santiago, o atraso no repasse para a Saúde em plena crise financeira dos municípios - que já amargam uma perda grande de receita com a queda do FPM ? compromete o pagamento dos prestadores de serviço de hospitais públicos, filantrópicos, unidades privadas credenciadas pelo SUS, serviços de pronto-atendimento e órgãos como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). ?A medida impacta nos servidores, que estão com o 13º salário comprometido e vai restringir o atendimento à população?, afirma.