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Renan Filho descarta medidas radicais

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O governador eleito Renan Filho (PMDB) assume o cargo no próximo dia 1º de janeiro com a espinhosa missão de equilibrar os gastos da máquina pública com a baixa arrecadação do Estado. ?O comprometimento das despesas com pessoal chegou a um nível altíssimo, estourou os limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. E isso não é de agora?, lamenta. Visualizando um início de mandato difícil, o novo governador avisa que vai sim reduzir o número de comissionados no estado e que também planeja uma estrutura administrativa enxuta, com um número menor de secretarias. ?Não podemos gastar o pouco que temos aumentando a máquina pública?, diz Renan Filho. Ainda nessa seara do secretariado, ele afirma que as suas constantes idas a Brasília não significam que o governo federal vá indicar nomes paras as pastas. Segundo Renan Filho, nenhuma secretaria será indicada por Brasília. ?Todas serão discutidas em Alagoas, mesmo que a pessoa escolhida possa vir de fora. Os secretários serão anunciados na hora certa, estamos programando fazer um anúncio no início dessa semana?, destaca o novo governador. Dois meses após ser eleito com mais de 670 mil votos dos alagoanos, Renan Filho garante que vai ser possível cumprir as promessas de campanha mesmo num cenário econômico tão complicado. ?Os alagoanos terão um governo focado no combate à pobreza, na busca por uma educação de qualidade, no combate sem trégua ao crime e na busca de uma saúde pública acessível ao cidadão. Essas serão nossas prioridades. A mudança nesses indicadores será um marco que perseguiremos para o aniversário de 200 anos de Alagoas, em 2017?, diz Renan Filho. Gazeta. Após a transição e a poucos dias de assumir o governo do Estado, quais tarefas lhe são mais desafiadoras? Renan Filho. Governar Alagoas dentro da realidade em que se encontra é um grande desafio, seja para que lado se olhe. As contas públicas do Estado estão em processo de deterioração. O comprometimento das despesas com pessoal chegou a um nível altíssimo, estourou os limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal [LRF]. E isso não é de agora. Como assim? Pelos dados que a Comissão de Transição apurou, no segundo quadrimestre deste ano os números já apontavam que o Estado estava ultrapassando o limite da LRF. Somos a terceira pior situação entre os estados nesse quesito. A dívida pública está na casa de R$ 8,5 bilhões, parte dela contraída nos últimos anos, comprometendo 13,5% da receita corrente líquida. Somando a isso o Fundo Previdenciário dos servidores, o repasse constitucional para o Legislativo e o Judiciário, o que sobra é insignificante para enfrentar os problemas que afligem o povo. Este é o desafio a ser enfrentado. Dá para cumprir os compromissos de campanha? Os alagoanos terão um governo focado no combate à pobreza, na busca por uma educação de qualidade, no combate sem trégua ao crime e na busca de uma saúde pública acessível ao cidadão. Essas serão nossas prioridades. A mudança nesses indicadores será um marco que perseguiremos para o aniversário de 200 anos de Alagoas, em 2017. Seu governo pretende enfrentar todas essas dificuldades de que forma? Trabalhando junto com o povo alagoano, com uma equipe técnica competente e capaz de usar toda a força da nossa bancada federal. Já temos uma boa bancada, vamos construir uma boa equipe. Qual o objetivo dessas suas viagens a Brasília? Além do trabalho que o mandato de deputado federal exige, busco fortalecer os laços de Alagoas com o governo federal. Tenho discutido nossos principais problemas na segurança, na saúde e na educação. Tenho tido muito apoio de Brasília, seja no relacionamento com os ministérios ou no Congresso Nacional. Esse capital político será muito importante. Quando o senhor anuncia finalmente o secretariado? Vai conseguir, de fato, blindá-lo do excesso de interferências políticas? Que nomes pode adiantar? Os secretários serão anunciados na hora certa, estamos programando fazer um anúncio no início dessa semana. Todos terão necessariamente que enfrentar e resolver desafios técnicos, mesmo que representem politicamente partidos aliados, o que é legítimo e natural. Mas o que disse na campanha, repito, Saúde, Defesa Social, Educação, Fazenda e Planejamento farei diretamente a indicação. Que pastas devem ter indicação de Brasília? Nenhuma pasta será indicada por Brasília. Todas serão discutidas em Alagoas, mesmo que a pessoa escolhida possa vir de fora. Como o senhor vai equacionar a relação da receita corrente líquida versus despesas com pessoal em dois quadrimestres, como é necessário para evitar ferir a LRF? Seu governo pode adotar medidas radicais? Só existem três maneiras de promover o equilíbrio orçamentário: reduzindo despesas, aumentando receita ou fazendo os dois. Não teremos medidas radicais.

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