Política
Vilela atribui extrapolamento � falta de repasses de verbas federais
A cinco dias do fim do segundo mandato como governador do Estado, Teotonio Vilela Filho (PSDB) reuniu a imprensa, ontem, para prestar contas do trabalho realizado em oito anos de gestão. Além de expor as ações empreendidas, Vilela justificou a extrapolação dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), externou as queixas que levará consigo em relação ao governo federal ? entre elas o que chamou de ?sabotagem? do estaleiro de Coruripe ? e revelou que os resultados na área da educação são sua grande frustração como chefe do Executivo alagoano. ?Os resultados pedagógicos na educação é o que eu gostaria de ter conseguido melhorar. Apesar de ter construído mais de 60 novas escolas, de ter reformado quase 200, de ter feito concurso para professores, em termos pedagógicos a educação não melhorou. Se eu fosse novamente governador, implantaria um sistema de meritocracia para resolver a educação?, desabafou. No geral, o governador se contenta em haver estancado o crescimento de indicadores sociais negativos, inclusive na área de segurança pública, na qual afirma ter feito um esforço sobre-humano para reduzir a violência. ?Ainda há números que não me satisfazem, mas todos os indicadores agora estão com inflexão positiva. Não estão mais ?ladeira abaixo?, como antes. Estão num rumo bem melhor?, disse. ?A segurança é o tema mais polêmico, o que mais deu mídia negativa para o nosso governo. Quando assumimos, em 2007, Alagoas já tinha o vergonhoso título de estado mais violento. Nós fizemos um esforço hercúleo e diminuímos a média de homicídios de 75 para 64,9 por cem mil habitantes?, afirmou Teotonio, enfatizando que o alto número de mortes violentas é um problema nacional. Ele destacou que contratou novos policiais e equipou as forças de segurança, mas reconheceu que ainda há ?um grande percurso a ser feito?.