Política
Assembleia Legislativa limita a atua��o da 17� Vara Criminal
A última votação do ano, na Assembleia Legislativa Estadual (ALE), foi marcada por uma grande mudança na atuação da 17ª Vara Criminal da Capital, responsável nos últimos anos pela prisão de prefeitos, vereadores e gestores públicos envolvidos em atos de corrupção ou violência. Ontem, por meio de uma emenda, ela perdeu essa característica e não pode mais agir contra agentes públicos, funcionários públicos concursados, policiais civis e militares. Durante a votação, feita de forma ?acelerada?, o único parlamentar a pedir explicações sobre o que estava sendo aprovado foi Judson Cabral (PT), que sempre havia se posicionado contrário. ?É bom que a sociedade saiba o que está sendo aprovado aqui, porque a atuação [da 17ª Vara] será muito limitada?, disse Cabral, ainda em plenário. Em seguida, procurado pela imprensa para repercutir o fato, completou: ?A Vara perde todo o seu vigor?. Cabral, que não foi reeleito no último pleito, disse que, a partir de agora, a atuação da 17ª Vara será ?muito diferente? do que a sociedade estava acostumada a ver. Por esta razão, tentou alertar aos colegas, sem êxito, já, que, à exceção dele, os demais aprovaram a mudança, ?ficando sentado em seus lugares?, que é a postura adotada para dizer sim a uma matéria. A alteração foi proposto pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da ALE. Junto ao parecer, que redefine sua criação, a 17ª Vara passou a ter a nova configuração, que limita seu alcance. Quem também demonstrou decepção foi o procurador-geral de Justiça, Sérgio Jucá. Por telefone ele disse que, agora, a 17ª Vara é um ?tigre sem dentes? e indagou: ?Qual a razão de mutilá-la??. Em seguida ele mesmo sugeriu a resposta para o questionamento, dizendo que ?até parece que é para que a delinquência avance no Estado?.