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Para a CUT, mudan�as s�o um retrocesso

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A Central Única dos Trabalhadores (CUT) é contra as mudanças propostas pelo governo federal e considera as medidas provisórias um retrocesso nos direitos conquistados pelos trabalhadores. Segundo a presidente da CUT em Alagoas, Amélia Fernandes, as modificações na lei trabalhista penalizam os empregados. ?A classe trabalhadora não foi nem chamada para discutir. A CUT ficou surpresa com o anúncio unilateral do governo, que não condiz com o compromisso de que as decisões sobre o trabalhador deveriam ser discutidas com a central sindical?, afirma. A Central Única dos Trabalhadores de Alagoas irá dialogar com as unidades de outros estados do Nordeste para a realização de atos contra a medida federal e para pedir a manutenção da política atual. ?A CUT não admite que se retire os direitos dos trabalhadores. É preocupante a medida que foi de repente, sem diálogo com a parte mais interessada. Nós sempre nos posicionamos pela ampla transparência e controle social dos benefícios?, relata. Conforme Amélia Fernandes, a central de Alagoas ainda não recebeu demandas de trabalhadores preocupados com as mudanças na forma de adquirir os benefícios, mas a presidente já sente a necessidade de um debate mais amplo com a classe trabalhadora. ?Precisamos ir para as ruas. Realizar mobilização social para que esta medida não vá para frente?, diz. . O professor José Marques acredita que o trabalhador, a partir de agora, ficará desamparado sem o seguro-desemprego. ?Achei uma medida absurda, já que o trabalhador ficará desamparado por incompetência gerencial do governo federal. Passar um ano e seis meses trabalhando para poder dar entrada no seguro será prejudicial para muitos, já que alguns não conseguem se manter no emprego?, afirma.

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