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Governo far� ajustes no Or�amento de 2015 para driblar dificuldades

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Há apenas dez dias no cargo de governador, Renan Filho (PMDB) já pôde sentir um pouco da ?dor e delícia? de comandar um dos estados mais pobres, endividados e socialmente complicados da Federação, que concentra os maiores índices de criminalidade e os mais baixos de Desenvolvimento Humano. Diante das dificuldades financeiras encontradas ? que vêm sendo anunciadas aos quatro cantos pela nova equipe desde antes da posse ? e das várias prioridades para este primeiro ano de trabalho, o governo deve fazer ajustes no Orçamento para 2015, desenhado pela gestão passada e que aguarda aprovação da Assembleia Legislativa Estadual (ALE). O governador afirmou à Gazeta de Alagoas que já está discutindo dois caminhos possíveis: solicitar de volta a peça orçamentária ao Legislativo para fazer as adequações que considera necessárias ou discuti-las na própria Assembleia. ?Nós vamos ver qual é a necessidade do governo e o que é mais célere?, disse Renan Filho, que deve aprofundar a discussão com os deputados estaduais esta semana. A votação do projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA), porém, depende ainda de outros fatores. A Assembleia Legislativa, que teoricamente está em sessão permanente durante o recesso parlamentar para tratar desse e de outros assuntos de interesse do Executivo, não está realizando as sessões porque os servidores se recusam a trabalhar diante do atraso dos salários de dezembro e de parte do 13ª salário de aposentados e inativos. O presidente da Casa de Tavares Bastos, deputado Antonio Albuquerque (PRTB), se reuniu essa semana com a Mesa Diretora e também com um grupo de servidores para tentar viabilizar uma sessão extraordinária, mas até agora os funcionários, que cogitam entrar em greve, não cederam aos apelos. Enquanto a LOA ? que estima uma receita total de mais de R$ 8,588 bilhões para esse ano ? não é votada, o governo só pode gastar o equivalente a 1/12 do orçamento do ano passado, até que a peça orçamentária desse ano seja aprovada. Apesar da pressa para agilizar a votação, Renan Filho não vê grandes problemas nisso: ?É suficiente para o início de governo, onde já começamos gastando menos?.

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