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Despesas s�o maiores que a receita

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Desde que chegou a Alagoas, o secretário da Fazenda da atual gestão, George Palermo Santoro, vem fazendo um diagnóstico da situação financeira do Estado e traçando medidas para alcançar o equilíbrio entre receitas e despesas, segundo o órgão. Além de ter identificado restos a pagar da ordem de R$ 330 milhões, o gestor afirma ter descoberto operações não usuais utilizadas para manter os pagamentos do Estado em dia na gestão passada. As chamadas ?operações não usuais? representam formas de pagar as despesas que não fazem parte da rotina de arrecadação, a exemplo de operações de crédito, empréstimos ou da venda de algum ativo para conseguir fechar as contas de custeio. ?O Estado só conseguiu manter em dia seus pagamentos por meio dessas ?receitas extraordinárias??, afirmou Santoro. O buraco que era coberto por esse tipo de operação chega a R$ 700 milhões, de acordo com o secretário da Fazenda. Esse deficit estrutural precisa ser corrigido, segundo Santoro, para que Alagoas possa ter uma margem para realizar investimentos com recursos próprios. Frente ao quadro encontrado em Alagoas ? a equipe da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) vem trabalhando com dados dos últimos quatro anos ?, Santoro decidiu priorizar a reestruturação da receita e a eliminação do deficit estrutural na sua missão à frente de uma das pastas mais importantes da administração pública.

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