Política
COMPOSI��O DE MESA SE COMPLICA
O que parecia fácil em termos de escolha da futura Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) está se tornando uma equação de difícil resolução. A única coisa certa é que a ?missão? foi dada ao deputado estadual Luiz Dantas (PMDB), que não consegue definir com quem administrará a Casa. É que nos bastidores o governador Renan Filho (PMDB), que acompanha a distância as articulações, sugeriu que a composição da Mesa não tenha pessoas citadas ou envolvidas em processo. A postura do palácio é uma maneria de mantê-lo afinado com o Ministério Público Estadual (MPE), assim como a sociedade, que por anos ouve falar da existência de uma ?caixa-preta?, que esconde valores e beneficiados dos milhões repassados no duodécimo do poder. Dantas, por sua vez, não articula, nem influencia nada. Apenas compõe o processo sem questionar. Indo para o exercício do seu sétimo mandato, sempre teve atuações discretas, aqui e em Brasília, onde exerceu o mandato de deputado federal. As articulações, na realidade, estão a cargo do deputado estadual Olavo Calheiros (PMDB). Conforme apurou a Gazeta, depois que atropelou a candidatura do colega de partido Ricardo Nezinho, Olavo Calheiros acredita contar com 17 dos 27 votos da Casa. A julgar pelo modo como está sendo gestada a futura Mesa, o limite mínimo de independência dos poderes está cada vez menor. Com um cuidado acima do normal, Dantas evita falar para não melindrar vaidades e perder votos importantes para a sua suposta eleição no dia 1° de fevereiro. O clima entre os parlamentares é de barganha. Quem está na Mesa não quer sair, enquanto que quem está fora quer entrar. Por isso mesmo, querem negociar o voto ou futuro cargo, garantindo também espaço no governo.