Política
Assembleia pagou R$ 2,5 mi por m�s a fantasmas
Todos os olhos do Legislativo voltam-se, hoje, para o Diário Oficial do Estado. É na edição do dia que o presidente da Assembleia Legislativa Estadual (ALE), deputado Antonio Albuquerque (PRTB), publica um ato que, segundo ele, deve gerar uma economia mensal de R$ 2,5 milhões aos cofres da Casa. O teor da publicação permanecia como um mistério até ontem, mas aposta-se no corte de cargos comissionados ou de privilégios. ?Vocês vão continuar perguntando e eu vou continuar repetindo que só amanhã [hoje] todos saberão do que se trata. Só adianto que é um ato impessoal e não tem o objetivo de ?fulanizar? o problema?, disse o enigmático deputado diante da insistência dos jornalistas durante a entrevista coletiva que concedeu ontem, na Presidência do Legislativo estadual. Albuquerque alega que não teve tempo de analisar a folha de funcionários efetivos, porém, na observação que fez sobre a folha de comissionados, revela que encontrou discrepâncias. Ele deu como exemplo o caso de uma servidora contratada juntamente com um grupo de prestadores de serviço, como auxiliares de serviços gerais. Todos percebem salários na faixa dos R$ 1 mil, mas ela ganha R$ 16 mil mensais. ?E foi a única que recebeu o salário de dezembro?, afirmou Albuquerque. Outra irregularidade apontada pelo parlamentar é a contratação de pessoal para cargos que não existem no organograma funcional daquele poder. Existem hoje, ainda conforme o deputado, cerca de 200 pessoas com supersalários na ALE. Enquanto isso, alheios aos supostos ?fantasmas privilegiados?, os servidores assembleianos somente verão a cor dos salários e do 13º na próxima legislatura, que terá início no dia 1º de fevereiro. O governo do Estado já liberou os mais de R$ 15,3 milhões do repasse do duodécimo da Casa, entretanto, o deputado Antonio Albuquerque anunciou que não vai tocar no dinheiro e deixará qualquer pagamento para o próximo presidente. ?Não vou pôr sobre meus ombros a responsabilidade de pagar despesas que eu não conheço. Peço aos servidores que me compreendam e tenham um pouco de paciência, são só mais dez dias [sem receber salários]?, apelou.