Política
Servidores da Casa decidem entrar em greve e recebem apoio de professores
A crise no Legislativo alagoano parece estar longe do fim. No mesmo dia em que o presidente da Assembleia Legislativa Estadual, Antonio Albuquerque, resolveu escancarar os nomes de 213 funcionários contratados de forma irregular ? dos quais boa parte recebia ?supersalários? sem trabalhar ?, os servidores efetivos deflagraram greve por tempo indeterminado por estarem, ironicamente, com os bolsos vazios desde dezembro. Em assembleia realizada ontem pela manhã na porta da ALE, os servidores decidiram fechar as portas da Casa até que sejam pagos os salários de dezembro, metade do 13º salário dos aposentados e pensionistas e, agora, os vencimentos de janeiro. ?Os salários são pagos entre os dias 22 e 24 de cada mês, então agora o de janeiro já está se vencendo?, afirmou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Legislativo de Alagoas (STPLAL), Luciano Vieira. A entidade também exige o pagamento de 1/3 de férias para os ativos e o adicional de 15% das datas-base para todo o funcionalismo. A Casa, que já vinha com as sessões plenárias suspensas, contará com o mínimo de funcionamento previsto por lei, que é de 30% durante períodos de greve. Apesar da situação, os novos deputados estaduais eleitos em outubro passado podem ficar tranquilos quanto à posse, marcada para o dia 1º de fevereiro. Dez servidores vão trabalhar, excepcionalmente, para garantir a posse e a eleição da nova Mesa Diretora. Em seguida, a ALE volta a ser fechada.