Política
Governo empossa nove supersecret�rios
MARCOS RODRIGUES O governo do Estado definiu na última semana parte da nova composição administrativa criada pela ?Lei Delegada?. A estrutura criada, que levará seis meses para engrenar, foi elaborada por uma empresa de consultoria com o objetivo de modernizar a administração. O holograma definido em Diário Oficial redistribuiu as funções administrativas fundamentadas em Células Gerais que englobarão estruturas e criarão novas. Ao todo pouco mais de 130 funções passam a gerir a máquina estadual. Com a reforma a folha do Estado sofrerá um acréscimo de 1,5%, segundo a oposição. O governo admite apenas 0,5%. O valor foi considerado baixo pelo governador Ronaldo Lessa (PSB). ?Temos que considerar os ganhos que a sociedade terá?. As células terão um espaço na agenda do governador, a partir desta segunda. A idéia do governo é poder discutir setorialmente com cada célula as suas atribuições e formato administrativo. Seus coordenadores gerais deverão se encontrar com Lessa acompanhados dos demais setores que compõem o organograma. Existem órgãos cujos titulares ainda faltam ser escolhidos, mas o governo já conseguiu nomear aliados para a maioria das funções. Os secretários coordenadores gerais de Células empossados, ontem, são: Pascoal Savastano (Articulação Governamental); Fátima Borges (Articulação Regional); Sérgio Dória (Planejamento Gestão e Finanças); cel. João Evaristo dos Santos (Regulação e Controle Social); Willams Soares Batista (Educação e Desenvolvimento Humano); Genilda Leão (Saúde e Bem-Estar Social); Arnóbio Cavalcante (Desenvolvimento Econômico); Roberval Davino (Justiça e Defesa Social) e Jaílson Rocha (Infra-estrutura). Célula de Gestão e Finanças é a maior da nova estrutura criada por Lessa A maior Secretaria que o Estado passa a ter depois da reforma administrativa é a Célula de Planejamento Gestão e Finanças. Sua primeira tarefa será a de calcular o impacto financeiro e adequá-lo a pouco mais de R$ 100 milhões que o Estado arrecada. A missão será do Secretário Sérgio Dória. Para conseguir deixar o Estado no caminho que o governo deseja, a pasta terá ainda que aumentar a arrecadação a fim de que possam sobrar recursos para os investimentos. Na célula estão ainda a superintendência de Ajuste Fiscal, a Companhia de Administração de Recursos Humanos e de Patrimônio. É lá que estão disponíveis os servidores que pertenciam a órgãos extintos pelo governador em seu primeiro mandato. Como instrumento para a arrecadação fiscal o secretário Sérgio Dória conta com a fiscalização tributária e campanha de incentivo à exigência de nota fiscal por parte do cidadão. Segundo fontes do governo e ligadas à secretaria em 2003 estima-se que a receita aumente. A meta ainda não foi divulgada mas os técnicos acreditam que possam suprir os novos gastos e ainda planejar novos investimentos. É com isso que o governo está contando, por isso a reforma acontece agora. ?Nossa meta é o desenvolvimento, não podemos pensar pequeno. Temos que procurar o melhor, por isso estamos realizando a reforma?, explicou o governador. Lessa acredita que, com o Estado funcionando em sua estrutura administrativa, o crescimento será naturalmente alcançado. O governo acredita ter investido nos melhores quadros para atingir essas metas. ?Estamos distribuindo responsabilidades?, disse.(MR)