Política
P�ra a dragagem na foz da Lagoa Munda�
ARNALDO FERREIRA A dragagem da foz da Lagoa Mundaú, que a prefeitura de Maceió estava fazendo com parcerias técnica e financeira da prefeitura de Marechal Deodoro e empresas privadas, parou. A obra era reclamada há 10 anos por mais de cinco mil pescadores do complexo lagunar. A retirada de sedimentos começou em meados de setembro. A prefeita Kátia Born (PSB) e técnicos das secretarias de Meio Ambiente do município e do Estado fizeram o estardalhaço e garantiram que o projeto tinha recursos assegurados. Hoje, no local, há apenas um punhado de areia do fundo da lagoa e tambores de óleo vazios. A draga desapareceu do local há mais de dois meses ? denunciam os pescadores, que fizeram críticas grosseiras contra a administração municipal. A presidente do Instituto Estadual do Meio Ambiente (IMA), Sandra Menezes, soube através de pescadores que a obra estava parada. Cobrou explicações do secretário municipal do Meio Ambiente, Alder Flores, que era responsável pela fiscalização da obra. Ele chegou a garantir que a draga estava trabalhando em outro ponto. Os pescadores negam. ?A obra parou porque alguns parceiros não cumpriram com acordos firmados?, admitiu Sandra Menezes, sem entrar em detalhes. ?A dragagem é muito importante, vamos buscar novos parceiros para tentar retomar a obra?, prometeu Sandra. Ela acrescentou que existem duas dragas funcionando num dos canais da Lagoa Manguaba, próximo ao Clube Legislativo, e outra num dos trechos da Lagoa Mundaú. Como a obra parou repentinamente, os pescadores apontam que surgiram novos bancos de areia. A dragagem é considerada como fundamental para aumentar a oxigenação e o fluxo de peixes neste período de desova. O presidente da Federação dos Pescadores de Alagoas, Benedito Roque da Costa, ?Bida?, disse que 5 mil pescadores e sururuzeiros de seis municípios podem ser prejudicados por um acidente ecológico. Por isso, vai cobrar uma audiência com o governador para discutir a paralisação da dragagem.