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Problema s� deve ser resolvido em 50 anos

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O deficit da previdência em Alagoas é referente ao chamado fundo financeiro, que engloba os servidores admitidos pelo Estado até 2006, e ao fundo militar. Juntos, os dois fundos tiveram uma receita de R$ 535 milhões no ano passado ? alimentada pelas contribuições dos servidores ? contra uma despesa de quase R$ 1,3 bilhão em aposentadorias e pensões pagas. Já os funcionários que ingressaram no serviço público de 2007 em diante compõem o fundo previdenciário, cujos recursos já garantem os benefícios por toda a vida deles. ?Os 2.340 servidores admitidos de janeiro de 2007 para cá têm em caixa algo em torno de R$ 206 milhões, o que, nesse momento, garante a aposentadoria e pensão até o resto de suas vidas. O problema é no fundo financeiro. Ninguém mais entra nele, mas segundo o cálculo atuarial, a previsão é que esse fundo só acabe daqui a 40 ou 50 anos, na medida em que as pessoas forem falecendo até que ele seja extinto?, explica Marcello Oliveira. O alto número de inativos também pesa, visto que a contribuição deles é menor que a dos servidores da ativa. ?A lei estipula uma base de contribuição menor para os inativos, além das isenções por doença. Por isso, dos 29.631 aposentados e pensionistas, só 3 mil contribuem com o regime próprio. A isenção, hoje, é maior do que a contribuição. E isso vai ficando pior, porque a cada ano tem mais gente se aposentando?, afirma o gestor.

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