Política
MP investiga irregularidades no programa Minha Casa Minha Vida
A 3ª Promotoria de Justiça de Palmeira dos Índios encontrou de tudo durante fiscalização realizada ontem nos conjuntos residenciais Edval Vieira Gaia e Jota Duarte, do programa Minha Casa, Minha Vida, situados naquele município. ?Recebemos informações de que há unidades que viraram pontos de prostituição, ou seja, as pessoas vão lá somente para transar?, disse a promotora Salete Adorno, que comandou a operação. Juntamente com 14 fiscais, ela visitou os residenciais, formados por cerca de 800 casas às margens das rodovias BR-316, para conferir se procedem as denúncias de irregularidades na ocupação dos imóveis, feitas por um homem cadastrado no programa. ?Na maioria dos casos, as residências estavam fechadas. Uma delas teria sido abandonada pela proprietária, que seria usuária de drogas?, explicou a promotora. Uma unidade residencial teria sido vendida e acabado de ser desocupada no dia da fiscalização. Outras pessoas que estavam em algumas casas alegaram aos fiscais que eram familiares dos verdadeiros proprietários. Todos terão que se explicar ao Ministério Público Estadual (MP). Somente ontem, foram emitidas 186 notificações. No conjunto Edval Vieira Gaia, 145 intimações foram deixadas em residências fechadas e 23 entregues a pessoas que ocupavam imóveis de forma irregular. No Jota Duarte, o trabalho foi interrompido devido à chuva mas, nas cinco quadras percorridas, as notificações foram deixadas em 17 casas fechadas (duas delas seriam bocas de fumo) e entregues a um morador supostamente irregular. O trabalho terá continuidade em data que não será previamente divulgada. Quem recebeu a notificação por estar com a casa fechada deve procurar o MP ainda hoje. ?Se a pessoa realmente mora na casa, quando chegar do trabalho vai encontrar a notificação debaixo da porta?, argumenta a promotora Salete Adorno. Amanhã, é a vez de quem foi notificado por ocupação irregular se explicar ao Ministério Público Estadual. A ação nos conjuntos residenciais contou com o apoio da Polícia Militar de Alagoas (PM/AL) e da Secretaria de Assistência Social de Palmeira dos Índios.