Política
Elias Barros � indicado para a Ouvidoria
MARCOS RODRIGUES Candidato ao governo estadual pelo PTN nas últimas eleições, o advogado Elias Barros foi nomeado para ocupar a Ouvidoria Geral do Estado. Sua nomeação é considerada nos bastidores políticos como uma espécie de ?prêmio?, do governo do Estado, por sua participação no guia eleitoral, onde dificilmente falava mal do governador Ronaldo Lessa (PSB) e disparava críticas ao principal adversário deste, o ex-presidente Fernando Collor de Mello (PRTB). Esse comportamento de Elias Barros no guia eleitoral gerou uma avalanche de processos contra a sua coligação, chegando, inclusive, a deixá-la fora do ar por vários programas. Passado o período eleitoral, sua convocação para compor o segundo governo de Lessa passou a ser tida como certa. O advogado disputou a eleição praticamente apenas com aparições no programa eleitoral. Na época, chegou a ser comparado por adversários como um ?laranja? (candidato fabricado), que estaria a serviço do Palácio dos Martírios para polemizar o debate político em favor do então candidato Ronaldo Lessa (PSB). Elias, no entanto, sempre negou isto, garantindo que sua candidatura era para valer. Na posse dos supersecretários, na semana passada, Elias Barros compareceu e manteve um breve contato com o governador. Na solenidade, ele representava sua legenda, o PTN. Sua indicação deveria ter saído no Diário Oficial, na semana passada, mas a prioridade foi a nomeação dos secretários coordenadores de células. Quanto à indicação, o ex-candidato já sabia que seria nomeado para o cargo no lugar de Geraldo Magela, que foi nomeado para a Secretaria de Ciência e Teconologia. ?Prêmio? A indicação de Elias foi considerada um prêmio por Antônio Fernando da Silva, o Fernando CPI, presidente da Associação dos Servidores do Departamento Estadual de Estradas de Rodagem (DER). ?O governador o recompensou, confirmando o balcão de negócios em que se transformaram as últimas eleições. Realmente ele foi um laranja?, disparou. Para o secretário de Comunicação, Joaldo Cavalcante, esse raciocínio não reflete a realidade. ?Se fosse assim, todos os outros partidos também teriam ganho prêmios. A indicação traduz a pluralidade do governo. Sua vinda vem somar esse expectro de forças?, explicou. O secretário tratou o assunto no campo político. Para ele, a vinda dos chamados partidos ?nanicos? é uma demonstração de que o governo pretende governar com todos. ?Todo mundo nasceu pequeno um dia. Cada partido tem suas características?, finalizou.