Política
REDE DE �GUA � ULTRAPASSADA E VIVE VAZANDO
Maceió vive entre poças e buracos. Tudo bem que o nome da cidade vem do tupi e significa ?terra alagadiça?, mas a lama de hoje é diferente dos canais, rios e lagoas do tempo dos índios. A água que molha os pés do maceioense não mina do mangue nem é pura; jorra de canos enferrujados em pleno calçadão do comércio, em meio ao lixo espalhado e próximo à fiação elétrica subterrânea. Combinação venenosa. Pior que esporão de bagre ou calda de arraia que atingiam caetés aquáticos. O perigo vaza debaixo do chão. Na quarta-feira passada aconteceu de novo. A Rua Boa Vista ficou totalmente tomada pela água, que também invadiu trechos da Moreira Lima, Agerson Dantas e invadiu lojas. ?A tubulação passa muito próximo de algumas redes de energia. O nosso maior receio é que toda essa água chegue aos fios. Já pensou no desastre??, pergunta-se Pedro Silva, dono de uma banca de revista umedecida pelo caos na rede hídrica da capital. O comerciante Flávio Pereira conta que viu duas crianças escorregarem, em quedas feias. ?Uma delas chegou a ser levada ao hospital. Já liguei para a Casal duas vezes e o que ouvimos, no entanto, foram só promessas?. Quem pode fugir do Centro para fazer compras no shopping center também pode se molhar. Só esta semana, ocorreram três vazamentos na avenida Gustavo Paiva, próximo ao Maceió Shopping. E no que depender do subdimensionamento das redes de água e esgoto para a região de Cruz das Almas, em plena expansão, o problema não tarda a chegar nos arredores do Parque Shopping.