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FIASCO ESTATAL EMPRESA PRECISA INVESTIR R$ 2 BI

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O colapso é evidente. Esbugalha-se aos olhos em ruas que afundam, erupções de crateras e tubulações corroídas. Esborra pela tampa com o esgoto que enlameia avenidas a beira-mar. Encharca a nossa consciência com vazamentos e inundações de água cristalina desperdiçada. Para acabar com essa porcaria toda, é preciso uma providência definitiva, que exige vontade política e aplicação correta dos recursos. Além do pagamento da dívida que pode chegar a R$ 1 bilhão, é preciso substituir e ampliar as redes de água e esgoto de Maceió para evitar o caos. Pelos cálculos do presidente da Casal, isto requer investimentos maciços, que podem alcançar a ordem de R$ 2 bilhões. De bilhão em bilhão, só uma galinha dos ovos de ouro é que poderia encher o papo. Como não estamos num conto de fadas e vai ser difícil encontrar um pé de feijão mágico, é preciso manter os pés no chão, investir em projetos e correr para executar os que ficaram parados. Um integrante da atual gestão da Casal confirma que faltam projetos com soluções a médio e longo prazo. O próprio presidente assume que há carência de relatórios que podem subsidiar a substituição de redes ultrapassadas. ?Precisa ter relatórios para conseguir arrumar o dinheiro?. SEM DINHEIRO O vice-presidente de Gestão Operacional da companhia, Francisco Beltrão, explica que faltam recursos para a execução de projetos cruciais, inclusive alguns com muito tempo de atraso. ?Todo mundo está clamando por estes investimentos, o que não dá mais é para penalizar a população, ninguém aguenta?, diz Beltrão. E esse dinheiro todo (se não for desviado) precisa ser bem aplicado. O gerente de Produção e Desenvolvimento Operacional frisa que o problema dessa imensa perda de 46% de água acontece por causa da necessidade de ações na área operacional. ?O investimento está muito voltado apenas à captação, produção, mas a necessidade maior é melhorar o sistema de distribuição de água, com a substituição de redes muito antigas, algumas até que ainda são de amianto?, revela Roberto Leite.

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