Política
Militares desistem de aquartelamento
Os representantes das associações militares aprovaram a contraproposta de reajuste salarial apresentada pelo governo do Estado durante reunião que aconteceu na manhã de ontem, na sede da Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag), no centro de Maceió. Mas faltou combinar com a tropa, que se rebelou e ensaiou um movimento rumo ao aquartelamento em pleno carnaval, durante tumultuada assembleia da categoria iniciada à tarde e encerrada somente à noite. No final, por maioria apertada, os policiais e bombeiros militares de Alagoas resolveram dar um voto de confiança ao governo e aceitaram a proposta. ?A categoria está insatisfeita por conta do não cumprimento dos acordos feitos com governos anteriores, o que gera um desgaste que acaba respingando nos comandos das corporações e nas associações?, disse o cabo Wagner Simas, presidente da Associação dos Cabos e Praças Militares de Alagoas. Com o acordo, os policiais e bombeiros militares alagoanos aguardam a implantação imediata - e em folha suplementar - dos 6% referentes à tabela de janeiro, de acordo com o que está definido em lei aprovada pela Assembleia Legislativa Estadual (ALE). Já o percentual restante do aumento salarial será aplicado em três parcelas, sendo a primeira, de 6,84%, em julho próximo. As outras duas, de 5% cada, devem ser aplicadas somente em 2016, nos meses de janeiro e abril. O governo alega problemas com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para conceder o aumento de uma única vez. O estado está impedido, por decisão judicial, de aumentar qualquer tipo de despesa com pessoal e, assim, cumprir os limites da LRF.