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“AL precisa crescer mais no turismo de neg�cios”

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Se apenas as belezas naturais, a hospitalidade do povo e o riquíssimo patrimônio histórico/cultural garantissem a sobrevivência de um destino turístico, Alagoas, com todo o seu potencial, seria um dos destinos mais visitados do país. Porém, é necessário mais, e isso inclui uma série de intervenções para estruturar e tornar um destino competitivo. Essa é a visão do ministro do Turismo, alagoano Vinícius Lages, compartilhada nesta entrevista exclusiva para a Gazeta, onde ele destaca, também, o empenho do governador Renan Filho (PMDB) em incluir o turismo entre as estratégias de desenvolvimento econômico e do esforço da bancada federal nesse projeto. Gazeta. Sendo alagoano e conhecedor das demandas da terra no setor do turismo, o que o senhor acha que é necessário para o desenvolvimento do setor no Estado, em todas as suas potencialidades? Vinícius Lages. Precisamos de políticas públicas adequadas que facilitem e estimulem cada vez mais a propensão a empreender, a abertura de novos negócios inovadores no turismo.O governador Renan Filho tomou decisão muito acertada ao envolver o turismo nas estratégias de desenvolvimento econômico. Isso permite o foco na atração de investimentos para o Estado, que tem algumas vantagens comparativas em relação a outros estados, como potencial energético e preços relativos mais baixos de áreas de alto potencial turístico e para o desenvolvimento industrial. A atração de um investimento hoteleiro, um resort, um beach club, uma marina é um vetor de desenvolvimento de todo entorno, valorizando os imóveis, e gerando o desenvolvimento de novos serviços. E o que precisa para isso? Precisamos de gestores públicos e privados capacitados e, sobretudo, da união de governos nos diversos níveis e das lideranças dos destinos, em especial a iniciativa privada, em torno de um projeto convergente de desenvolvimento. É a busca desta convergência em relação às medidas necessárias para desenvolver as potencialidades do turismo alagoano, com o apoio do Ministério do Turismo, que me trouxe a Maceió para um encontro com as lideranças do setor. Nos reunimos com as secretarias de Turismo estadual e municipal e as entidades que representam o setor produtivo para tratar dos desafios e oportunidades para o Estado e para a cidade de Maceió nos próximos anos. Novo governo, novas lideranças, e isso requer a repactuação de uma estratégia que nos una para alcançarmos os resultados que o turismo pode trazer para Alagoas. O turismo pode contribuir para a inclusão produtiva de milhares de alagoanos pela via do emprego e do empreendedorismo. De que maneira o Ministério do Turismo pode ajudar a consolidar Alagoas como destino turístico? Podemos colaborar na frente do desenvolvimento da oferta turística, estimulando a oferta de novos produtos e segmentos e apoiar a melhoria dos destinos, que envolve necessariamente a qualificação dos serviços e da infraestrutura e do capital humano envolvido. Mas podemos também apoiar a promoção e venda dessa oferta turística, articulando melhor nossos esforços a nível do Nordeste, envolvendo o trade turístico, as companhias aéreas e operadoras. O momento é propício? Vivemos hoje um momento decisivo para o turismo brasileiro. O período pós Copa do Mundo, evento que nos deu uma enorme visibilidade no cenário mundial, inaugura um novo ciclo de desenvolvimento para o setor. É um momento de investir na inovação, na qualificação da oferta, na introdução de novos produtos e também de estimular o empreendedorismo, de desenhar um novo marco regulatório para melhorar o ambiente de negócios no setor. A consolidação de Alagoas e de outros estados como destinos competitivos passa pelo aperfeiçoamento da gestão e pelo alinhamento das três esferas de governo (federal, estadual e municipal) para construirmos juntos novos instrumentos de políticas de turismo. O que falta: projetos, recursos, investimentos em algum setor paralelo? Alagoas tem, hoje, cerca de 99 obras sendo executadas com recursos do Ministério do Turismo. Nos últimos 11 anos são mais de 233 contratos de repasse relacionados a obras de infraestrutura turística, como pavimentação de estradas e ruas, requalificação de patrimônio histórico, construção de praças e espaços de lazer, sinalização turística, centros de convenções, urbanização de orlas, que somam cerca de R$ 413 milhões. Grande parte desses investimentos deriva do esforço da bancada federal de Alagoas no Congresso. Temos em curso um grande projeto de qualificação profissional (Pronatec), presente em 217 municípios de todo o país.

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