loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

AL perdeu projetos por inefici�ncia

Ouvir
Compartilhar

A ressaca de carnaval este ano tem a cefaleia da nova tarifa de ônibus, as náuseas do aumento da gasolina e uma dor no fígado provocada pelo desvio de dinheiro público. A folia acabou e o alagoano desperta na quarta-feira de cinzas com a notícia de que R$ 188 milhões de investimentos em Saúde, Educação, Indústria, Segurança Pública e tantas outras áreas estratégicas simplesmente viraram asfalto. Como isto foi acontecer? Para entender melhor esta matemática perversa, a Gazeta conseguiu conversar, em off, com um dos articuladores do Programa de Apoio ao Investimento dos Estados (Proinveste). ?A capacidade de execução pelo governo do Estado foi muito baixa, as secretarias não tiveram condições de fazer os projetos, licitações e contratações?, resume a nossa fonte. Além dos R$ 188 milhões desviados para estradas, o Estado ainda aplicou de modo improvisado quase todos os R$ 611 milhões que chegaram. Mesmo assim, ainda devolveu R$ 26 milhões. A verba deveria financiar obras e investimentos como a construção do Instituto de Criminalística, infraestrutura de polos industriais, salas de aula, escolas, aquisição de livros, reformas de hospitais, expansão da linha do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e um longo etc. Nada disso aconteceu. ?Faltaram projetos, não houve habilidade nas secretarias e a burocracia também atrapalhou?, conta a fonte, que atuava numa unidade gestora que dava apoio na captação dos recursos e monitorava a sua aplicação. O financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) foi liberado no início de 2013 para compensar as perdas dos Estados com a política de redução de impostos do governo federal. Mais de um ano depois da chegada, o governo montou uma força-tarefa para evitar a perda do dinheiro, que tinha prazo de validade até o final de 2014. ?O governador (na época, Teotonio Vilela Filho ? PSDB) juntou as secretarias e disse: ?corram?, mas o cronograma era impraticável?, revela.

Relacionadas