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PACOTE ANTICORRUP��O DIVIDE BANCADA FEDERAL ALAGOANA

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As medidas de combate à corrupção que serão enviadas pela presidente Dilma Rousseff ao Congresso vêm recebendo críticas das bancadas dos estados na Câmara dos Deputados. Entre os representantes de Alagoas, as reações também são negativas. Em meio ao escândalo na Petrobras e às denúncias da Operação Lava Jato, o pacote é visto por opositores ? e até por integrantes da base aliada do governo federal ? como uma ação de marketing oportunista para melhorar a imagem desgastada do Executivo junto à população. Os projetos de lei que compõem o ?pacote anticorrupção?, uma das promessas da campanha de reeleição da presidente, começam a ser enviados ao Congresso agora após o carnaval. Na semana retrasada, após a última pesquisa do Instituto Datafolha registrar uma queda de 19 pontos na popularidade de Dilma, ela decidiu agilizar o envio dos projetos que visam instituir penas mais duras para crimes cometidos por agentes públicos. Para dois deles, o governo deve pedir urgência, segundo divulgado pela imprensa nacional. Indicado para compor a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, o deputado federal João Henrique Caldas (Solidariedade) classifica a iniciativa como oportunismo em um momento de crise. ?Acho que a presidente não é a pessoa mais indicada para falar em pacote anticorrupção. Ela perdeu a credibilidade. Isso me parece oportunismo barato de quem quer resgatar algo nesse momento de baixa popularidade?, afirma. No entanto, JHC acredita que a população não cairá no ?conto do vigário?: ?É um golpe de marketing, mas não se pode subestimar a inteligência das pessoas. Até porque ela [Dilma] já abusou da confiança da população durante o período eleitoral e, agora, vieram à tona provas de que ela faltou com a verdade. As estratégias de marketing do governo já se esgotaram e nada que façam agora vai conseguir abafar ou mudar nossa concepção?, opina.

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