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Per�cia Oficial pode perder laborat�rio de R$ 2,5 milh�es

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O Instituto de Criminalística ganhou, dois anos atrás, laboratório de química e biologia forenses avaliado em mais de R$ 2,5 milhões, mas, como não viabilizou o funcionamento dos aparelhos para fazer diversos exames de DNA, pode ter que devolvê-los ao governo federal. ?Como a ciência pode funcionar dentro de um caixote??, questiona a perita Márcia Nunes, segundo a qual os equipamentos são resultado do pedido de apoio de Alagoas ao Ministério da Justiça como parte da estratégia de combate à criminalidade. ?Para receber o laboratório, a contrapartida de Alagoas era simples: providenciar a estrutura física para instalar os equipamentos. Infelizmente, a obra não teve continuidade. Aí, os equipamentos continuam encaixotados?, conta Paulo Rogério da Silva. Presidente da Associação dos Peritos de Alagoas, Paulo exemplifica o que deixa de ser feito porque o Estado não utiliza o maquinário de última geração. ?Assim, não conseguimos analisar o DNA de um simples fio de cabelo encontrado em cena de crime?. Dentre os aparelhos, há um cromatógrafo avaliado em R$ 700 mil. Seu ?repouso? num dos corredores da Perícia Oficial explica por que Alagoas é incapaz de constatar alteração química num órgão qualquer de vítima de morte misteriosa. Anos atrás, a morte de um jogador de futebol ficou sem a devida explicação científica porque não foi possível descobrir se alguma alteração química em seu fígado, conforme suspeita levantada à época, seria ou não o fator causador da suposta ?morte súbita?. ?A gente continua sem condições de analisar as vísceras de um defunto?, avisa Paulo Rogério. Resultado: o exame que poderia ser feito em Maceió depende da boa vontade e da disponibilidade de peritos criminais de outras unidades da federação.

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