Política
Falta de peritos agrava a situa��o
Enquanto o laboratório de DNA jaz subdividido em caixas, quatro peritos esforçam-se para atender à demanda por perícias nos mais de 1.400 revólveres, pistolas e espingardas apreendidos em poder de acusados de crimes, na capital e no interior. O departamento de balística do Instituto de Criminalística (IC) recebe, em média, 120 trabucos todos os meses. A maioria, explica o perito Ricardo Leopoldo Barros, é enviada pela Polícia Civil como parte de inquérito criminal em andamento. ?Infelizmente, nossa capacidade de atendimento é bem inferior à demanda. Das 120 solicitações de perícia em armas por mês, conseguimos, com muito esforço, produzir 80 laudos. Mais do que isso, só se tivéssemos mais peritos?, diz Ricardo. O quantitativo de laudos só não é menor porque a Perícia Oficial ganhou da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) três microcomparadores balísticos, todos importados da Alemanha. Cada um deles está avaliado em R$ 600 mil. Os aparelhos têm papel primordial para esclarecimento de homicídios porque permite aos peritos responder a um questionamento básico da autoridade policial: a arma de fogo em poder do suspeito foi ou não utilizada para o cometimento de um crime?