Política
Quadro de pessoal � de 51 profissionais para todo o Estado
Alagoas só tem 51 peritos, número insuficiente para atender à demanda por elucidação de crimes com base em algum vestígio. ?Precisaríamos de no mínimo 125 profissionais?, admite José Cavalcante, diretor do Instituto de Criminalística. O diminuto efetivo explica a exposição de um defunto à curiosidade pública por até cinco horas, tempo demandado pelos plantonistas para deslocamento entre a sede do IC, em Maceió, e um cenário de crime no Alto Sertão do Estado, por exemplo. Explica-se: Arapiraca, a segunda maior cidade de Alagoas e onde há Instituto Médico Legal (IML), não tem representação do IC. Um crime suspeito no município depende da disponibilidade dos peritos baseados em Maceió para ser esclarecido. À espera, na última quinta-feira, de chamado para a coleta de provas em algum ponto do estado, a perita Camila Valença Lins não mais se surpreende com os extensos deslocamentos ao interior para coletar vestígios em cenas de crimes de homicídio. ?Muitas vezes, a cena do crime já foi descaracterizada por causa do deslocamento para um destino bem distante. A gente atende a todo o estado. Já saí daqui para trabalhar em Traipu - distante 186 km de Maceió e 53 km de Arapiraca?, relembrou a biomédica.