Política
Collor tem 28 propostas para a reforma pol�tica
?Para conseguirmos aprovar a verdadeira reforma política que a população brasileira almeja, precisaremos construir pontes e, mais ainda, destruir muralhas?. O trecho é do discurso do líder do bloco parlamentar União e Força, senador Fernando Collor (PTB) que, durante pronunciamento da tribuna do Senado, na tarde de ontem, para todo o Brasil, mostrou a necessidade de o País discutir com profundidade a reforma política. O discurso, contendo o diagnóstico com 28 propostas apresentadas pelo senador, foi parabenizado por colegas do Senado. Na tribuna, Collor destacou que, considerando a polarização e a radicalização das últimas eleições presidenciais, o acúmulo de escândalos, o esfacelamento das instituições públicas e, as manifestações de rua que, desde 2013, vêm tentando reassumir o protagonismo das diretrizes políticas no Brasil, só resta empreender o esforço de tentar, com afinco, responder e atender às expectativas da sociedade, a começar por concretizar a reforma política nos moldes, aspirações e objetivos dela demandados. Collor citou no pronunciamento o filósofo reacionário Constantine, segundo o qual o Parlamento é uma instituição a serviço da satisfação das ambições pessoais, da vaidade e dos interesses próprios de seus membros. Ainda segundo Constantine, a instituição do Parlamento é de fato uma das maiores ilustrações da ilusão humana. Para o senador, não se pode correr o risco de consolidar essa impressão popular manifestada nas palavras do pensador. Ele ressaltou ainda a importância da inovadora iniciativa do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), de promover uma sessão temática de debate sobre Reforma Política. Observando estudos científicos, levantamentos e pesquisas, o senador apontou 28 propostas que estão mais próximas do desejo do povo brasileiro. Entre elas, destacam-se a instituição do voto facultativo, o mandato de seis anos para todos os cargos eletivos, eleições a cada três anos e o fim da reeleição para os cargos executivos (prefeito, governador e presidente). Entre as questões que devem ser analisadas e rediscutidas no processo da reforma política, estão também o número de partidos, o peso e custo da estrutura administrativa, cargos políticos de livre nomeações, o financiamento político por parte de empresas, parlamentares em cargos executivos e o nepotismo. Diante da realidade narrada no pronunciamento, o senador completou que não enxerga outra alternativa senão a de enfrentar a realidade e tentar de uma vez por todas reformar a política brasileira.