Política
PMDB vive a noite dos punhais
O senador Renan Calheiros (PMDB/AL) passou a tarde de ontem e madrugada de hoje articulando e buscando aumentar o número de votos para garantir a sua eleição à presidência do Senado. Ele trabalha intensamente e tenta desbancar o seu colega de partido, senador José Sarney (AP), considerado uma alternativa forte dentro da legenda contra Calheiros, ex-aliado de Fernando Henrique. A chamada ?noite dos punhais? foi longa com várias articulações de bastidores e negociações silenciosas, asseguram assessores de Renan. Sarney está na disputa contando com os votos do setor dissidente do partido capitaneado pelo senador paranaense Roberto Requião. Ambos apoiaram a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O apoio do ex-presidente peemedebista à candidatura de Lula foi interpretada como uma resposta a retirada do nome de sua filha Roseana Sarney (PFL) depois de denúncias envolvendo empresas de seu marido, Jorge Murad. PT sem preferências O partido que antes fechava com o nome de Sarney adotou outra postura. Agora, os petistas podem apoiar tanto Sarney como o Renan. Segundo o líder do PT na Câmara, Nelson Pelegrino, o partido não saberá o que fazer se mesmo com a escolha do senador Renan, Sarney lançar candidatura avulsa em plenário. ?A posição do PT é de apoiar o cenário institucional?. Mas se for confirmada a candidatura avulsa, ?teremos de analisar com as bancadas?, disse o deputado. Em Alagoas o clima é de expectativa. A confirmação de Renan na presidência do Senado fortalece a administração Lessa que já deu duas secretarias ao PMDB. (MR)