Política
Diret�rio do PT distante de acordo para compor secretarias de Lessa
ARNALDO FERREIRA A partir das 9 horas de domingo, 45 membros do diretório estadual do Partido dos Trabalhadores se reúnem na sede do Sindicato dos Urbanitários para decidir se o PT fica ou não com uma secretaria do governo Ronaldo Lessa (PSB). A quatro dias do encontro, nem mesmo o presidente do partido, deputado Paulo Fernando dos Santos - Paulão - que já defendeu a participação no governo Lessa, arrisca mais um palpite. ?Não dá para definir nada antes de domingo. O PT tem esses caminhos a seguir: ficar no governo ou não ficar, adotando posição de independência?, afirmou, ontem, em Brasília. Mas as tendências petistas e membros do diretório estadual já falam em distanciamento do governo estadual A crise entre o PT e o PSB se agravou depois das críticas do governador na sexta-feira passada ao presidente Lula, que não incluiu Alagoas na caravana do projeto ?Fome Zero?. Os desencontros dos dois partidos preocupam os estrategistas do governo, que trabalham desde janeiro para construir a frente de centro-esquerda com objetivos políticos eleitorais em 2004. Novos aliados O governador Ronaldo Lessa (PSB) conseguiu atrair opositores do PCdoB, PPS, PDT e do PMDB com cargos. Porém, não conta mais com o PT na sua base administrativa. Lessa fez todos os acenos, na esperança de melhorar a relação com o PT. ?Se o partido dos Trabalhadores não quer compor o que posso fazer??, indagou, demonstrando aceitar o distanciamento. A prova disso está nas secretarias estratégicas da reforma administrativa do governo: elas estão com o PSB, PSDB, PMDB. O PT, além de não ter espaço definido na nova estrutura administrativa perdeu a Secretaria do Trabalho e Emprego e Renda, que tinha sido prometida e hoje está com o PDT, que indicou o presidente do diretório municipal, Corintho Campelo da Paz, e ainda ocupa cargos de segundo e terceiro escalões dentro da pasta. Ontem, o presidente do PT tentou se eximir de qualquer responsabilidade na crise do relacionamento com o governador: ?a crise na relação entre o PT e o PSB é fruto de algumas ações intempestivas do próprio governador, que não tem capacidade de fazer autocrítica?. E voltou a dizer que todas as vezes que o presidente Lula ou o PT for atacado haverá resposta à altura. Apesar de a maioria dos dirigentes petistas falar que o diretório está distante da idéia de o partido participar do governo, Paulão saiu pela tangente: ?a decisão sobre a nossa relação administrativa com o governo só será conhecida no final da tarde de domingo (19/01). Antes disso, qualquer comentário é especulação?, concluiu.