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Collor elogia quebra de sigilo de inqu�ritos

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Na primeira sessão do Senado após o envio da lista pelo Ministério Público Federal para o Supremo Tribunal Federal (STF), o senador Fernando Collor (PTB) foi à tribuna, na tarde de ontem, para dirigir indagações e críticas ao Ministério Público Federal (MPF), e se defender da acusação de envolvimento com o escândalo da Petrobras. Em discurso que durou mais de 20 minutos, Collor disse lamentar a postura ?parcial? de um ?grupelho instalado no Ministério Público? que, ?oportunamente, passou a influenciar e a ditar a atuação do procurador-geral da República?, resultando, segundo ele, na citação de políticos na Lava Jato sem fundamentos legais. O ex-presidente da República lamentou a falta de pedido prévio de esclarecimentos aos citados e afirmou que o STF agiu corretamente ao quebrar o sigilo dos inquéritos e apurar as denúncias. O senador Collor chamou a atenção para os ?vícios formais e contradições? que cercam os depoimentos e relatos dos contraventores-delatores da Operação Lava Jato à Procuradoria-Geral. Lamentou o fato de que, apesar da veiculação da lista, depoimentos e áudios na imprensa ao longo do último ano, a procuradoria não teve o bom senso e a prudência prevista legalmente de solicitar os esclarecimentos prévios aos citados. Ele lembrou que a simples adoção de ouvir os citados pelos contraventores poderia, em muitos casos, evitar a abertura de inquéritos e, ao mesmo tempo, a exposição desnecessária, por um longo período, de pessoas e agentes supostamente envolvidos. Na prática, argumentou Collor, seria a chance de qualquer um, perante o MPF, esclarecer os pontos, tirar as dúvidas que por ventura pairassem e expressar as respectivas versões dos acontecimentos e, diante disso, as verdades dos fatos. ?Não há como deixar de perceber algumas nuvens carregadas que gravitam em torno desta cena. A pergunta que faço é se é este mesmo o ambiente que o Ministério Público deseja e, mais do que isso, planeja? Ao fomentar a expectativa e a ansiedade da população, estará de fato seu comando exercendo suas atribuições com idoneidade, sensatez, responsabilidade e, principalmente, com estoicismo? Ou seria apenas um meio, um caminho, sem nenhuma sobriedade, para empunhar um cartaz em busca da pirotecnia de uma precoce, antecipada e momentânea celebrização, tão em voga nos últimos tempos??, questionou Collor.

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