loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 23/07/2026 | Ano | Nº 6273
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

Collor promete mobiliza��o para o seguro-defeso

Ouvir
Compartilhar

O líder do bloco parlamentar União e Força, senador Fernando Collor de Mello (PTB), comprometeu-se, durante encontro com representantes da pesca de Alagoas, a mobilizar o Congresso Nacional no sentido de garantir que a Lei do Defeso não seja afetada com as medidas de ajuste fiscal patrocinadas pelo governo federal. Na tradicional época do defeso, os pescadores podem contar com o seguro-desemprego, que foi instituído no Brasil quando Fernando Collor era presidente da República. Dados da Superintendência da Pesca apontam que mais de 30 mil pessoas dependem, exclusivamente, do seguro-desemprego na época do defeso em Alagoas. Quando observado os dados nacionais, o quadro aumenta para mais de 1,2 milhão de trabalhadores pesqueiros que podem ficar desassistidos se a Medida Provisória (MP) 665 não for derrubada no Congresso Nacional. Diante do impacto das Medidas Provisórias 664 e 665, que alteram as regras para concessão de benefícios trabalhistas, Fernando Collor utilizou a tribuna do Senado para alertar que os trabalhadores que ganham menos serão os mais afetados com o arrocho fiscal. O senador destacou que os assalariados, aposentados e pensionistas de menor renda serão os mais atingidos pelas mudanças nas regras do seguro-desemprego, do abono salarial, do auxílio-doença, da pensão por morte e do seguro-defeso. ?Não é razoável, menos ainda aceitável, que mais uma vez o trabalhador seja o maior sacrificado direto dos ajustes que o governo precisa implantar na política fiscal. Sabemos que os próximos anos serão difíceis para a economia brasileira, com reflexos imediatos em todas as demais áreas de intervenção do governo e de alcance do próprio mercado. Por que justamente no momento em que um período recessivo da atividade econômica se anuncia e se apresenta, é que vamos ainda mais agravar a situação do trabalhador? Por que vamos tirar os benefícios do trabalhador justamente agora? E pior, de forma repentina, apressada e, talvez, indelével?, expôs o senador.

Relacionadas