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Gasoduto entre Alagoas e PE financiou corrup��o na Petrobras

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O gasoduto que se estende do município do Pilar (AL) a Ipojuca (PE) é uma das quatro obras citadas na denúncia oferecida por uma Força-Tarefa do Ministério Público Federal (MPF), na última segunda-feira, contra 27 pessoas pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. As obras foram orçadas em mais de R$ 550 milhões e, segundo os procuradores do MPF, cerca de R$ 11 milhões foram desviados. Entre os acusados estão o tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT), João Vaccari Neto, e o ex-diretor de Serviço da Petrobras Renato de Souza Duque, preso na segunda-feira passada. A Força-Tarefa coordenada pelo procurador da República Deltan Dallagnol teria descoberto um complexo esquema que permitia o desvio de recursos públicos da petrolífera. Além do gasoduto construído em Alagoas, foram citadas as obras Replan, Repar e Gasoduto Urucu Coari, executadas pelas empresas OAS, Mendes Junior e Setal. Conforme o promotor, os valores saíam dos contratos com a Petrobras, passavam por ?sofisticados? processos de lavagem de dinheiro e chegavam até os diretores corrompidos na estatal. ?A força-tarefa identificou o uso de doações oficiais para disfarçar o recebimento de propina em pagamento lícito mas que, na verdade, tratava-se de lavagem de dinheiro?, afirmou Deltan Dallagnol. Segundo o MPF, a pedido de Renato Duque, foram feitas 24 doações ao PT entre outubro de 2008 e abril de 2010, totalizando R$ 4,26 milhões. O então tesoureiro do partido, João Vaccari, participava de reuniões com Duque, Barusco e empresários para tratar de propina e indicava as contas dos diretórios onde deveriam ser feitos os depósitos. As estimativas dos procuradores do MPF é de que foram executados 24 atos de corrupção, totalizando R$ 136 milhões, e 503 atos de lavagem de ativos, que atingem a soma de R$ 292 milhões. Além de Renato Duque, que segundo a revista Carta Capital foi indicado para o cargo pela cota do PT e é suspeito de ser o principal homem do partido no esquema de corrupção da Petrobras, foram presos o empresário Adir Assad, Sonia Mariza Branco, Dario Teixeira Alves Júnior e Lucélio Góes. Esta é a segunda prisão de Duque durante a Lava Jato. Em novembro de 2014, ele foi detido mas foi solto por determinação do ministro Teori Zavascki cerca de 20 dias depois. Desta vez, o MPF aponta que ele estaria movimentando dinheiro depositado em contas no exterior.

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