Política
Magela � tamp�o na Ci�ncia e Tecnologia
MARCOS RODRIGUES O secretário executivo de Ciência e Tecnologia, Geraldo Magela, deixa o cargo no dia 2 de fevereiro, quando assumirá o deputado Petrúcio Bandeira (PSB), ex-secretário de Agricultura. Magela aceitou a função depois de um acordo com o governador Ronaldo Lessa (PSB), que pediu para ele ocupar a pasta provisoriamente até o fim do mandato de Bandeira. O desejo do governador é acomodar mais uma vez o deputado. Mas deixa sem destaque em seu segundo mandato o ex-ouvidor-geral. A informação foi confirmada, ontem, pelo secretário de Articulação Política do PSB, Wellison Miranda. ?O deputado havia manifestado o interesse de completar o seu mandato?, explicou. Para aceitar a função de imediato, Bandeira teria que abdicar da cadeira de deputado ou pedir licença. Por isso, a solução seria encontrar um nome ?tampão?, por um mês. Magela confirmou o acordo, mas preferiu não tecer comentários sobre o seu destino dentro do governo. ?O certo é que estou a serviço do partido e, por isso, ocupei a função a mim concedida?, explicou. Geraldo Magela entrou para o PSB após deixar o PPS. No primeiro mandato de Lessa, criou e dirigiu a Ouvidoria Geral do Estado. Nanicos cobram mais cargos Os partidos emergentes que integram a nova reengenharia política do segundo mandato de Ronaldo Lessa (PSB) ainda aguardam nomeações para cargos dentro do governo. A situação indefinida faz os chamados ?nanicos? ficarem mais próximos. Os representantes destas legendas são sempre vistos nas solenidades que envolvam o governo ou membros de partidos aliados. Ontem, durante homenagem ao coordenador da Companhia Brasileira de Trens Urbanos, Adeilson Bezerra, partidos como PAN, PHS, PSC, PT do B, ocuparam cadeiras de destaque na solenidade. Organograma No novo organograma criado pelo governo é até difícil saber onde eles se encaixam e em que funções atuarão. Muitos desses partidos querem pressa na definição sobre sua participação. Aliados do governador na campanha eleitoral de 2002, eles estão preocupados porque, até agora, Lessa tem colocado em suas prioridades o aproveitamento de algumas legendas que não participaram da coligação, como é o caso do PTN, de Elias Barros, já devidamente definido para a Ouvidoria Geral do Estado. Os partidos esperam mais espaços no governo, considerando a quantidade de cargos que ainda restam ser preenchidos. Além disso, sabem que a cada indicação novas equipes são formadas. A pretensão do governo é acomodar os 20 partidos aliados. (MR)