Política
Multa para quem jogar lixo no ch�o - I
O LIXO, A LEI E A NECESSIDADE DE UMA MEDIDA CÉLERE » WILSON JÚNIOR - Vereador por Maceió e comunicador A defesa por uma cidade limpa deveria ser o compromisso de todo cidadão, mas infelizmente a falta de educação e o descaso com o que é público transformam nossas vias e bairros em verdadeiros lixões a céu aberto. Quando iniciei estudos e pesquisas sobre qual o efeito prático para redução de lixo nas ruas, tive a constatação: um projeto que punisse o infrator. Claro que o meio educativo seria o ideal para toda e qualquer situação, mas uma medida célere ? de limpeza urbana ? não seria alcançada de outra forma. Após o processo da tramitação do projeto de lei que pune em R$ 50 os maceioenses que sujam as ruas, que hoje é a Lei 6.365, recebi incentivos, elogios e críticas, mas acredito que como parlamentar devo sugerir e propor para alcançar o bem-estar social. A inércia para o Poder Legislativo e seus representantes é o fim da representatividade popular. Agora com a lei valendo, temos que reunir novas forças, cobrar a aplicabilidade do Poder Executivo para que os agentes fiscalizadores atuem e a estrutura estatal funcione com rigor. O segundo quesito é a divulgação, para que a devida publicidade seja realizada e os maceioenses estejam cientes de que a lei é válida e se caso alguém for flagrado transgredindo-a, será punido. A lei tem o intuito disciplinador, educativo. O País deu recentes exemplos de leis pedagógicas que funcionam: a cadeirinha para as crianças se acomodarem no banco de trás dos veículos, o uso do cinto de segurança. Uma lei similar à da punição do lixo em Maceió foi concretizada no Rio de Janeiro. Ainda em 2013, a Cidade Maravilhosa reduziu em 34% a quantidade de lixo nas ruas. Esperamos que a Lei 6.365 tenha o mesmo êxito da implementada no Rio de Janeiro e o processo de conscientização cultural, educação ambiental, ampliações de projetos educacionais nas redes privadas e púbicas seja concretizado para que exista uma real mudança de paradigma em nossa cidade. Que num futuro breve possamos ter mais orgulho de nossas belezas naturais, das nossas praças limpas e organizadas, das nossas ruas e bairros com lixeiras, contêineres; tudo em prol de um único objetivo: levar mais qualidade de vida para todos nós. A limpeza urbana é motivo de gastos exorbitantes do poder público; com esse processo educativo temos a esperança de economizar milhões de reais. Esse montante economizado pode ser utilizado futuramente em áreas emergenciais e estratégicas, de maior necessidade, como: saúde, segurança, educação e saneamento básico. O fim do lixo nas ruas é retrato de maceioenses mais saudáveis, com moradias mais dignas. É evidente que, paralelo à lei que coíbe a sujeira em Maceió, projetos de saneamento, calçamento das ruas devem ser ampliados, melhorados, principalmente na área alta da capital alagoana, que clama por mudanças em sua infraestrutura. Os 200 anos de nossa capital devem ser o marco zero para uma verdadeira revolução comportamental! Que o legado da limpeza urbana e da educação seja uma semente plantada na atual legislatura da Casa Mário Guimarães, para que o processo da evolução cultural de cada cidadão seja a certeza de dias melhores para uma real construção social. Esse é o anseio de um povo, esse é o clamor das ruas.